Greve dos caminhoneiros derruba produção da indústria da Bahia em 15%

economia
11.07.2018, 11:08:00
Atualizado: 11.07.2018, 17:51:24
Indústria de produção de veículos teve o maior impacto no recuo na Bahia (Arquivo CORREIO)

Greve dos caminhoneiros derruba produção da indústria da Bahia em 15%

Dado refere-se ao mês de maio e foi divulgado nesta quarta-feira pelo IBGE

A indústria baiana sofreu com a greve dos caminhoneiros. Dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (11) apontam que o setor teve um recuo de 15% entre os meses de abril e maio, período em que aconteceu a paralisação. O recuo foi o terceiro maior do país, de acordo com o instituto.

À frente da Bahia, ficam apenas os estados do Mato Grosso (-24,1%) e do Paraná (-18,4%). O estado de Santa Catarina também apresentou recuo de 15%. 

De acordo com o IBGE, o resultado de abril/maio foi o terceiro pior para a indústria baiana, na comparação com o ajuste sazonal, da história da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE desde 2002. 

Comparando com maio de 2017, a produção industrial também teve uma forte queda (-13,7%), a terceira mais intensa dentre as áreas e pouco mais que o dobro da média nacional (-6,6%). Além da greve dos caminhoneiros, o IBGE também atribui a queda ao efeito-calendário, "já que maio de 2018 (21 dias) teve um dia útil a menos do que maio de 2017 (22)".

No acumulado de janeiro a maio de 2018, a produção industrial baiana voltou a ficar negativa (-1,3%), enquanto a média nacional se manteve positiva (2%). Nove áreas também apresentaram variação positiva no acumulado no ano, com destaque para o Amazonas (17,9%).

No entanto, no acumulado nos 12 meses encerrados em maio, a produção industrial baiana ainda se mantém com variação positiva (0,2%), mas perdeu ritmo de crescimento em relação a abril (1,5%) e ficou bem abaixo da média nacional (3%).

Veículos
Na indústria, o setor que teve maior impacto foi de fabricação de veículos, com recuo de -33,7%. A produção inclui veículos automotores, reboques e carrocerias. Segundo o IBGE, essa foi a primeira queda da atividade desde julho de 2017, quando esteve entre as principais influências positivas da indústria baiana. 

O setor de celulose foi o segundo com maior impacto, que registrou queda de 19%. Já a fabricação de produtos alimentícios ficou em terceiro lugar no recuo, com -15,8%. Os destaques negativos são a farinha de trigo, de cacau ou chocolate em pó sem açúcar ou edulcorantes; e de açúcar cristal. 



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