Idajo, monólogo de Paulo Paiva, discute Justiça em Bahia pós-apocalíptica

entretenimento
07.12.2018, 06:50:00

Idajo, monólogo de Paulo Paiva, discute Justiça em Bahia pós-apocalíptica

Soterramento de cinco homens e morte de um deles para salvar grupo dá início à trama

Um monólogo anárquico e multimídia cujo principal tema é a Justiça celebra os 40 anos da carreira artística de Paulo Paiva. Escrito e encenado pelo ator e dramaturgo, Idajo (pronuncia-se Idajô, em Iorubá) discute os princípios da inocência a partir de uma tragédia passada em uma  Bahia pós-apocalíptica, que funciona como Estado autônomo da Federação.  O espetáculo, que estreia neste fim de semana no Espaço Cultural da Barroquinha, segue em cartaz até o dia 16. Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).

(Foto: Divulgação)

A trama começa a se desenrolar com o soterramento de cinco homens, que para sobreviver até a chegada do resgate terão de sacrificar um dos integrantes do grupo para que ele sirva de alimento aos demais. Através de um sorteio, um deles é escolhido. 

Uma vez resgatados, 32 dias depois, os quatro sobreviventes são acusados de canibalismo e homicídio e vão a julgamento, sendo condenados à forca. No entanto, recorrem à Corte do presidente-ministro da Casa de Xangô, representada pelos orixás Ossanha, Oxumaré, Nanã e Oxum. Dá-se, então, um complexo e instigante embate entre os orixás, cada qual com uma posição diversa e, naturalmente, seguindo as inclinações dos saberes jurídicos.

Para Paiva, a peça vem em um momento importante, no qual  a Justiça brasileira encontra-se no olho do furação e é posta à prova, a cada dia.“Trata-se de um embate entre os diferentes pontos de vista dos quatro juízes representantes de diversas correntes, num interessante exercício de argumentação calcado na defesa do direito natural, principalmente por parte do juiz da Casa de Ossanha, ligado ao positivismo estrito. Por sua vez, a juíza da Casa de Nanã, é ‘kelseniana’, enquanto a magistrada da casa de Oxum tem uma visão moderada, além do non liquet representado pelo juiz da Casa de Oxumaré”, explica.

O monólogo traz um rico figurino e muitas máscaras. Além disso, são utilizadas dublagens, músicas interpretadas por corais e projeções.

Serviço: Espaço Cultural Barroquinha. Sexta a domingo (até dia 16 de dezembro), 19h. Ingressos: R$ 40 | R$ 20. Na bilheteria do local. 




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