Idosa de 63 anos é encontrada morta dentro de casa

salvador
28.06.2017, 11:24:00
Atualizado: 28.06.2017, 13:12:55

Idosa de 63 anos é encontrada morta dentro de casa

Neto de 1 ano estava no imóvel sujo de sangue, mas não ficou ferido

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Albertina de Souza Bonfim, 63 anos, foi encontrada morta dentro da casa onde morava com a família na tarde desta terça-feira (27), no bairro de Fazenda Grande do Retiro, em Salvador. Segundo informações da Polícia Civil, ela estava com o neto de 1 ano no imóvel. O crime foi constatado por volta das 16h30, na Travessa São Braz.

De acordo com informações preliminares colhidas pela equipe de perícia, Albertina estava caída no chão da sala e tinha uma lesão provocada por arma branca na testa. A arma do crime não foi localizada. A idosa foi encontrada por familiares que chegaram na casa e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas ela já estava morta. O neto da vítima estava sujo de sangue, mas não apresentava ferimentos. 

Para a família da vítima, as circunstâncias da morte estão cercadas de mistério. Conforme uma das filhas de Albertina, a vendedora Vanessa Bonfim, 34, a mãe era uma pessoa ativa e não tinha problemas de saúde. A idosa estava acompanhada do filho de Vanessa, um bebê de 1 ano, quando foi encontrada. "Ela era tão ativa que cuidava do meu filho para que eu trabalhar. Não consigo entender. É um mistério para a gente. A nós, resta aguardar os resultados da perícia", disse ao CORREIO. 

Polícia investiga se Albertina foi assassinada
(Foto: Reprodução)

Mãe de oito filhos, Albertina morava na mesma residência há 20 anos, com três filhos, o neto e o marido - com quem é casada há 30 anos. De acordo com a filha, a vítima costumava ficar acompanhada do marido. "Meu padrasto sempre ficava com ela. Ele disse que tinha deixado ela sozinha por cerca de um hora para ir em um laboratório pegar o resultado de um exame. Ele chegou e encontrou ela caída, já morta [no chão da sala do imóvel - que tem dois andares e uma cobertura]", relatou.

Vanessa estava trabalhando quando, por volta de 14h, recebeu a notícia de que a mãe havia morrido. "Uma vizinha me ligou pedindo para eu voltar porque minha mãe 'não estava bem', aí eu perguntei se ela respirava, e ela respondeu: 'não'. Quando cheguei, ainda encontrei o corpo dela no chão. Era um ferimento grande na cabeça, um corte desnivelado, não sei explicar o que parecia", lembra, emocionada. 

De acordo com informações da assessoria da Polícia Civil, o ferimento na testa de Albertina não aparentava ter sido ocasionado por queda ou pancada, mas provocado por um objeto cortante. 

Sem sinais de arrombamento
Embora a possibilidade da mãe ter sido assassinada não seja descartada por Vanessa, ao CORREIO, ela ponderou o fato de que a casa não tinha sinais de arrombamento e disse, ainda, que até o momento ela não deu falta de nenhum objeto. "Todas as possibilidades são possíveis, mas não tinha marcas, nem sinais de arrombamento em lugar nenhum. Só meu filho estava sujo de sangue. Até então, não demos falta de nada, não tivemos tempo para observar direito essas coisas", disse.

Conforme Vanessa, Albertina era uma pessoa alegre e caseira. Ela costumava dividir o tempo, segundo a filha, entre cuidar da casa e do bar que tinha com o marido, localizado na mesma rua. 

Albertina vai ser enterrada nesta quarta-feira (28), às 16h, no Cemitério Campo Santo. O companheiro da vítima e duas filhas foram intimados a prestar esclarecimentos no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que está investigando o caso. 



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