Jornalista e escritora Kátia Borges é a primeira mulher na curadoria da Flica

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27.03.2019, 15:39:46
Atualizado: 27.03.2019, 20:35:30
Kátia Borges é autora de vários livros e colunista do CORREIO (Sora Maia/Arquivo Correio)

Jornalista e escritora Kátia Borges é a primeira mulher na curadoria da Flica

Nona edição da Festa Literária acontece em outubro na cidade Cachoeira

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A Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) anunciou   sua nova curadora: a escritora, jornalista e professora baiana Kátia Borges, primeira mulher a assumir a função no evento. Katia será responsável por definir temas e convidados das mesas literárias,  a principal programação do evento que este ano chega à 9ª edição, em outubro, na cidade de Cachoeira.

“Minha escolha é importante por sinalizar acolhimento e abertura a novos olhares. Não só porque sou mulher, mas também porque sou poeta”, afirma Kátia, que também é colunista do CORREIO.

Já trabalhando para montar a programação, Kátia entende que parte do desafio é “selecionar criteriosamente uma literatura que tenta dar conta das novas formas de representação, em um mundo que se reconfigura a cada instante”. Katia também ressalta a singularidade do evento: “Cada festa tem um sotaque. Gratuita e acessível, a Flica é um grande espaço de trocas pautado pela alegria. Isso mantém viva a força de Cachoeira.”  A cidade do Recôncavo, que já foi famosa pela navegação a vapor, hoje tem na Festa Literária realizada pela iContent um dos seus principais acontecimentos.

 Estreante no comando de um evento deste porte, Katia substitui o escritor e fotógrafo baiano Tom Correia, que assinou a curadoria  em 2017 e 2018. Uma de suas expectativas é em relação à situação política e social do Brasil em 2019, que promete ser um ano de águas turbulentas: “A festa provocará embates, mas no campo das ideias. Meu desejo é que realize esta necessidade e permaneça tranquila. Não gostaria de encontrar conflitos negativos”.
 
Atenta à dimensão internacional da Flica, que já recebeu nomes como o português Valter Hugo Mãe e o cubano Carlos Moore, o novo estado do mundo também será um dos eixos da curadoria: “Nunca vivemos um fluxo migratório como agora. Em breve, teremos novas linguagens, forma e conteúdo. E tudo alcança ou parte da literatura. A pergunta central é: como vamos dar conta desse novo imaginário?”.

Segundo Emmanuel Mirdad, idealizador da Flica, “a escolha de Katia Borges garante que o sucesso das edições anteriores se repetirá. É uma grande poeta e tem o nome reconhecido nos mercados nacional e internacional”. No entanto, a nova curadora quer ir além: “Quero sacudir ainda mais a cidade. É uma oportunidade que também vai me estimular, na literatura e na vida. Estou cem por cento focada”. Navegar, afinal, é preciso.


* Com orientação da editora Ana Cristina Pereira

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