Leilão beneficente da CowParade arrecada R$ 165 mil em Salvador

entretenimento
21.11.2019, 23:53:00
Atualizado: 22.11.2019, 00:51:58
Leilão beneficente reuniu pessoas do Brasil e do mundo para adquirir as vacas (Foto: Betto Jr. /CORREIO)

Leilão beneficente da CowParade arrecada R$ 165 mil em Salvador

Evento na noite desta quinta (21) reuniu pessoas do Brasil e do mundo

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

Comprar um quadro, escultura ou um vaso para decorar a sala de casa é algo bem comum. Mas e uma vaca? Parece coisa da ficção, só que esse desejo virou realidade, na noite de ontem, durante o leilão que encerrou a temporada da CowParade em solo soteropolitano. 

A exposição começou em outubro, quando foram selecionados 60 designs, entre centenas de inscritos, para decorar as vacas. E nesse movimento de se espalhar pela cidade e chamar a atenção de quem passava, os bichinhos se tornaram o centro da atenção do leilão que aconteceu no Cerimonial Rainha Leonor, na Pupileira. 

Entre as 58 esculturas, que  foram disputadas por mais 500 pessoas presencialmente ou através da internet, tinham obras assinadas por artistas como Carlinhos Brown, Denissena e Maria Adair. As customizações mais ousadas se destacaram, como a “Freddie Mercowry”, elaborada por Miu Monteiro, que homenageia o eterno vocalista do Queen.

Rosário Magalhães (direita) e Catherine Duvignau (esquerda) durante a apresentação do leilão (Foto: Betto Jr. / CORREIO)

Para Catherine Duvignau, organizadora da CowParade no Brasil, o resultado do projeto é bastante satisfatório, não só por expor artistas conceituados e revelar novos potenciais, mas pelo alcance social dele. “Primeiro você revela artistas com a  exposição. Depois, com o leilão, a gente pede para que as pessoas se sensibilizem, porque essa é a parte mais importante do evento. É um trabalho social que a gente consegue fazer através da venda dessas obras”, explicou Katherine, que acompanhou as 13 edições realizadas no Brasil. 

Este ano, as instituições beneficiadas com parte do valor arrecadado foram as Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), o Hospital da Criança Martagão Gesteira, a Associação Pracatum e a Fábrica Cultural. Segundo Rosário Magalhães, presidente do Parque Social e madrinha desta edição, a finalização da CowParade com este evento é um coroamento do projeto, que carrega, segundo ela, um “propósito muito louvável”. 

Maria Rita Pontes, que representou as Obras Irmã Dulce, destacou a importância de vincular os trabalhos sociais à esse movimento de arte. “É uma grande expectativa para a gente estar participando de um movimento que também é cultural. É comum intuições filantrópicas serem ajudadas por leilões e aqui essa ideia é uma coisa sensacional”.

A vaca de Bel Borba foi arrematada por ele mesmo pelo valor de R$ 9 mil (Foto: Betto Jr. / CORREIO)

Entre as vertentes trabalhadas no instituto, o Centro Educacional Santo Antônio será o destino da doação. Entre os trabalhos realizados lá, jovens desenvolvem oficinas de arte e cultura. “Ou seja, são artistas consagrados ajudando futuros talentos”, disse Maria Rita, que acredita que esta é um grande incentivo para quem trabalha com a arte desde jovem.   

A compra da escultura em tamanho real do animal poderia ser feito de duas formas: pela internet, onde os lances eram abertos para o mundo inteiro, ou ao vivo no salão do cerimonial, onde os interessados levantavam placas indicando o interesse na peça. A cada movimento, eram adicionados automaticamente R$ 200 no valor. O valor mínimo era de R$ 6 mil. Em alguns casos, o lance inicial era mais alto, já que alguns dias antes do leilão foi aberto de forma online. 

Uma das vaquinhas que já entraram nessas condições foi de Bel Borba. Batizada de Vaca Urbana da Malha Geométrica, o animal já chegou na Pupileira com valor base em R$ 7,4 mil. Conhecido por fazer diversas intervenções urbanas, o artista ressaltou a importância de um evento como esse, principalmente por “colocar Salvador e a Bahia num circuito de arte com essa amplitude e abrangência”. “Fico muito contente de fazer parte de um evento que encontra-se nas principais cidade do mundo”. No fim, o artista valorizou mais do que nunca sua arte e ficou com ela, pagando R$ 9 mil por ela.

*Com orientação do editor Divo Araújo.

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas