Líder da oposição diz que Supremo decretou "ditadura" na Venezuela

mundo
31.03.2017, 08:16:00
Atualizado: 31.03.2017, 08:17:21

Líder da oposição diz que Supremo decretou "ditadura" na Venezuela

A reação do opositor foi divulgada por sua esposa, que disse ter recebido a mensagem de López da prisão, onde está proibido o uso de telefones celulares e internet

O opositor venezuelano Leopoldo López, preso há mais de três anos, afirmou nesta quinta-feira (30) que a decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela de assumir as funções do parlamento é a formalização de uma "ditadura". As informações são da agência de notícias "EFE".

"Através de uma sentença ilegal e ilegítima, o TSJ decretou formalmente a ditadura que desde 2014 estamos denunciando na Venezuela", afirmou, através de sua conta no Twitter, o fundador do partido Vontade Popular (VP), que cumpre pena de quase 14 anos em uma prisão militar.

A reação do opositor foi divulgada por sua esposa, Lilian Tintori, que, mesmo estando na Argentina, disse ter recebido a mensagem de López da prisão, onde está proibido o uso de telefones celulares e internet.

Na série de mensagens, López afirma que acontecem "momentos definitivos para a Venezuela e toda América" onde "devemos escolher se estamos a favor da democracia ou da ditadura", e diz que a "luta" para "recuperar nossa liberdade e democracia deve ocorrer em todos os campos".
Carta Democrática

O político, conhecido por ser um dos principais opositores do chavismo, pediu para a Organização dos Estados Americanos (OEA) a "aplicação da Carta Democrática e a revisão de cláusulas e protocolos democráticos ao Mercosul" para seu país.

No terreno internacional, também solicitou "os governos dos países do continente" que respondam "aos seus povos e a história por suas posturas diante da ditadura venezuelana".

Além disso, ele se dirigiu a seus simpatizantes, a quem afirmou a "clara mensagem para as forças democráticas".  "Só com mobilização popular podemos recuperar nossa liberdade e democracia", disse.

O TSJ decidiu ontem assumir os poderes do parlamento, que é controlado pela oposição, uma decisão que foi recebida pelos opositores como um "golpe de estado.


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