Live especial para ajudar o afro Ilê Aiyê

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11.07.2020, 08:55:00
Atualizado: 11.07.2020, 13:46:57
O bloco afro Ilê Aiyê realiza neste domingo a sua primeira live (Foto: André Frutuôso/Divulgação)

Live especial para ajudar o afro Ilê Aiyê

Bloco realiza a primeira apresentação online domingo (12), com renda revertida para seus projetos sociais

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Vai ser para matar saudades, canta junto e celebrar a importância do bloco Ilê Aiyê, que realiza neste domingo (12), às 16h, a sua primeira live. Batizada de 
Ilê Vivo, a apresentação tem direção de Chico Kertész,apresentação do poeta James Martins e da drag queen Koanza Auandê, personagem do ator Sulivã Bispo.

Canções como Depois que o Ilê Passar, O Mais Belo dos Belos, Separatismo Não, e Deusa do Ébano são alguns dos sucessos que estarão no repertório da live, executados pela Band’Aiyê, e que foram escolhidos com a ajuda do público.  A equipe será formada pelos músicos  Mario Pam (percussionista e maestro), Kehinde Boa Morte e Helder Show e pelos vocalistas Iana Marucha e Juarez Mesquita, todos formados dentro do Ilê.

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O ator Sulivã Bispo apresenta a live (Foto:divulgação

O encontro busca promover reflexões sobre o movimento antirracista que vem pautando o mundo nas últimas semanas, assim como arrecadar fundos para a manutenção dos projetos sociais do Ilê Aiyê - Escola Mãe Hilda, Band’erê e os cursos profissionalizantes, que já ajudaram a ressignificar a vida de mais de dez mil crianças e jovens de Salvador em mais de 20 anos.

Durante a live, o repertório será dividido por temáticas que inspiram diferentes momentos do show. A abertura, por exemplo, vai revisitar a fundação do bloco e seu impacto no Carnaval de Salvador. “Iremos lembrar de quando o Ilê foi para as ruas pela primeira vez, passando aquela mensagem: já se pode ser negro”, adianta o produtor e roteirista Chico Kertész.

Outras músicas irão passear pela trajetória do bloco e destacar o seu papel transformador na valorização da imagem e autoestima da mulher negra. A live vai chamar atenção para a veia educativa das canções do Ilê, que conscientizaram gerações, abordando questões raciais cruciais não contempladas em currículos escolares. 
 

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