Mais da metade dos baianos teme ser substituída por robôs no trabalho

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27.01.2020, 06:00:00
Atualizado: 27.01.2020, 16:07:02
(Foto: Shutterstock)

Mais da metade dos baianos teme ser substituída por robôs no trabalho

Pesquisa feita pela plataforma de qualificação digital Udemy aponta que habilidades os profissionais precisam desenvolver nos próximos cinco anos

Seis em cada dez trabalhadores baianos temem ser trocados pelo processo de automação nos próximos cinco anos, e quase metade deles (45%) acredita que o mercado de trabalho é muito competitivo. Os dados são de um levantamento pela plataforma de cursos online Udemy, que mostra ainda quais são as habilidades que estes profissionais precisam desenvolver para se destacar na área em que atuam e não serem substituídos por uma máquina ou pelo concorrente. 

Entre estas habilidades, estão as técnicas e digitais, como desenvolvimento em código, análise de dados, web design e marketing/SEO (34,7%). Em seguida, com 27,7%, vêm as habilidades de liderança e gestão. E em terceiro, com 16,8%, estão as habilidades de se relacionar com as pessoas certas no trabalho. As soft skills (competências comportamentais) ficaram em quarto lugar (12,9%) e as habilidades de produtividade (7,9%), em quinto. 

“O que o profissional precisa fazer agora é reciclar continuamente o seu conhecimento, aprender sempre, inclusive habilidades que não existiam há alguns anos e agora são fundamentais para os seus mercados, como desenvolvimento web e gestão de mídias sociais”, aconselha o diretor da Udemy para a América Latina, Sergio Agudo. 

(CORREIO Gráficos)
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Mais um ponto que chama atenção é que este mesmo profissional enxerga a imposição de buscar mais qualificação. “Enquanto mais de 95% dos profissionais brasileiros disseram que existe, sim, uma falta de conhecimento, mais de 92% dos profissionais baianos falaram o mesmo. Ou seja, quase toda a população acredita que os profissionais do país precisam se qualificar mais”.

Outro estudo recente divulgado pela Udemy, o 2020 Workplace Learning Trends Report, aponta que outras aptidões que devem ser prioridade para estes profissionais. Na lista está a inovação, gestão de mudanças, comunicação e storytelling (capacidade de contar histórias), inteligência emocional, mentalidade de crescimento e gestão de tempo. “Essas habilidades, ao contrário do que muitos acreditam, não são inatas, podem ser aprendidas, como qualquer outra”, acrescenta Agudo. 

Acima da média

Qualificação não é mais algo para fazer se ‘der tempo’ ou quando puder. Tornou-se necessidade. E mais - um diferencial competitivo.  O advogado João Gabriel Neves decidiu partir para uma nova formação na área de Tecnologia da Informação (TI). Em menos de um ano, fez três cursos online em programação, antes até mesmo de iniciar a graduação. 

A bagagem extra foi decisiva  para que ele conseguisse um estágio ainda no primeiro semestre do curso. “Os cursos me fizeram ter certeza da nova carreira e me ajudaram ainda a ter as competências necessárias para o trabalho que desenvolvo no estágio. Se não tivesse feito isso antes, eu teria um nível de dificuldade bem maior”, afirma. 

Para ele, ter um portfólio, capacidade analítica e até um autodidatismo ajudam muito a conquistar uma vaga, mas a qualificação constante é determinante. “A verdade é que o currículo da graduação não consegue acompanhar a velocidade da evolução do mercado de tecnologia. Não existe como buscar uma vaga sem esses cursos, sobretudo, em plataformas online”.

Se estas competências se tornam cada vez mais fundamentais e a lacuna de habilidades no país existe, o estudo feito pela Udemy confirma o argumento de João Gabriel, ao questionar aos profissionais da Bahia se eles precisaram adquirir habilidades e conhecimentos adicionais para realizar os seus trabalhos de forma eficaz. Quase 90% deles responderam que sim.

“Nunca pare de estudar. A nossa pesquisa mostra que, na Bahia, 83% dos profissionais acreditam que quem está fora do mercado é porque não está disposto a reciclar seus conhecimentos. Esses números são indicativos do que os profissionais precisam fazer para estar no mercado de trabalho”, analisa o diretor da Udemy para a América Latina, Sergio Agudo.

Mais dicas

E dá para superar estas lacunas. Para a coordenadora de Marketing de Recrutamento da plataforma de Seleção Connekt, Larissa Ruza, o profissional que investe cada dia mais em atividades que promovam o autoconhecimento e autodesenvolvimento pessoal acaba saindo na frente. 

“O profissional que não quer ser substituído deve se manter atualizado e olhar para a tecnologia como um facilitador para as tarefas de rotina e se capacitar para ser o primeiro a implementá-las no dia a dia da empresa”. Outra orientação importante é estruturar um plano de carreira. “Sabendo onde se quer chegar, fica mais fácil realizar seu objetivo”, recomenda a especialista. 

Deter apenas o conhecimento técnico ou especializado não é o suficiente, como reforça o CEO da Learning Brasil, Richard Vasconcelos. A empresa atua na área de educação corporativa digital. “Por mais assustador que possa parecer, visto a dificuldade de acompanhar tantas novidades e mudanças, isso será de grande importância para o nosso crescimento profissional e pessoal e, mais importante, para a nossa sobrevivência em um mundo em infinita transformação”. 

Estas habilidades são urgentes. “Isso traz um leque de oportunidades àqueles que souberem analisar as situações de forma crítica, imaginando diferentes caminhos para resolver os problemas; inovar e assumir riscos; ser criativo; saber gerir o tempo; ter consciência sobre os seus pontos fortes e fracos e, acima de tudo, conseguir estabelecer e manter relações com facilidade”, completa.  


CINCO HABILIDADES PARA OS PRÓXIMOS CINCO ANOS

Mundo digital   Desenvolvimento em código, análise de dados, web design e marketing/SEO 

Competências  habilidades de liderança e gestãoNetwork   Habilidades de se relacionar com as pessoas certas no trabalho

Soft Skills  Competências comportamentais como inovação, gestão de mudanças, comunicação e storytelling (capacidade de contar histórias), inteligência emocional, mentalidade de crescimento 

Resultados  habilidades de produtividade


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