Mais um ano sem Carnaval e sem a "baianeira" Camila Marinho na folia

entretenimento
19.02.2022, 05:54:00
(Foto: Arquivo Pessoal de Camila Marinho)

Mais um ano sem Carnaval e sem a "baianeira" Camila Marinho na folia

Depois da transmissão ela se veste de foliã e cai na festa

Pelo segundo ano consecutivo o folião baiano não terá uma das festas que mais ama: o Carnaval. A farra aconteceria de 24 fevereiro a 1 março de 2022 caso essa terrível pandemia do Covid-19 já estivesse terminada. Além das ruas cheias de turistas do Brasil e do mundo, com os desfiles dos blocos tradicionais,  os afros com suas lindas fantasias, trios elétricos, fanfarras e nossas grandes estrelas sem falar nos camarotes, o Carnaval é uma festa nos seus três circuitos: Campo Grande- Avenida; Barra- Ondina e Centro Histórico, incluindo Pelourinho.

O Carnaval também atrai muitos telespectadores que gostam da gandaia, mas preferem assistir a transmissão pela TV Bahia no conforto de sua casa, tonando uma gelada ou acompanhar a cobertura pelo CORREIO através dos seus canais como jornal, sites e blogs. Mais um ano e não saberemos Qual a música do carnaval que o vocalista da banda Psirico Márcio Victor pergunta aos foliões nos blocos em que ele desfila.

Um dos rostos mais conhecidos do Carnaval baiano é o de Camila Marinho de Andrade Farias que chegou em 2005 de Belo Horizonte para morar em Salvador e se transformar numa verdadeira “baianeira”, metade baiana metade mineira. Ela fez seu primeiro Carnaval em 2006 quando teve oportunidade de entrevistar Bono Vox da Banda U2 que veio conhecer a festa baiana a convite de Gilberto Gil e deu algumas canjas no Camarote Expresso 2222.

Com 16 anos de cobertura e prestes a completar 10 anos no comando das transmissões da TV Bahia, dos quais eu tenho prazer de estar ao seu lado nos comentários desde 2010, o Baú do Marrom foi bater um papo com Camila Marinho que não se conforma em ser apenas a apresentadora. Terminado seu trabalho ela veste a fantasia e cai na gandaia como uma foliã apenas querendo se divertir. Só não tem nas ruas da cidade o tradicional pão de queijo mineiro, mas tem o acarajé da Bahia para lhe dar energia.

Baú do Marrom: Como é ficar sem transmitir o Carnaval de Salvador por dois anos?

Camila Marinho: É uma sensação ainda muito estranha, mesmo sendo o segundo ano já sem festa, e principalmente triste. O Carnaval é uma festa que faz parte da nossa cultura, da nossa gente, da nossa cidade. E não ter aquele brilho e alegria nas ruas é como se faltasse algo dentro da gente. É como se alguém tivesse partido e deixado só saudades.

Baú do Marrom: O que mais lhe faz falta: as entrevistas, as resenhas as coberturas ou depois do trabalho cair na Gandaia?

Camila Marinho: Tudo faz falta. Eu amo transmitir o carnaval, eu amo as resenhas, a cobertura e a farra que costumo fazer depois do trabalho. Me acostumei a dormir pouco nos dias da folia justamente porque concilio trabalho com diversão.  As lembranças da gente se preparando pra transmissão, dos trios e artistas passando em frente ao estúdio e também da alegria de encerrar o trabalho e cair na gandaia ainda são muito latentes.

Baú do Marrom: Há quanto tempo você está na cobertura do Carnaval?

Camila Marinho: Já tenho 16 anos de cobertura do carnaval, mas no comando da transmissão eu iria completar 10 anos!!

Camila Marinho na transmissão (Foto: Acervo pessoal de Camila Marinho)

Baú do Marrom: Seu lado carnavalesco aflorou aqui ou em Minas?

Camila Marinho: Eu sempre acompanhei o Carnaval da Bahia pela televisão, sem NUNCA imaginar que um dia estaria aqui. Sempre amei o Carnaval e achava a coisa mais linda vista pela TV. Quando pisei no Carnaval pela primeira, em 2006. fiquei deslumbrada. Apaixonei. E tanto apaixonei que virei uma grande foliã do Carnaval de Salvador

Camila Marinho e Marrom numa transmissão (Foto: Acervo pessoal de Camila Marinho)

Baú do Marrom: O que você espera do próximo Carnaval?

Camila Marinho: Aquela alegria baiana de volta, com multidão nas ruas, festa, sorriso no rosto e muita energia

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