Minha história com o Festival de Verão ou como vim para o CORREIO

entretenimento
16.10.2021, 06:30:00
Atualizado: 16.10.2021, 11:39:31
Brown na primeira edição do Festival de Verão (Foto de Manu Dias/Arquivo Correio)

Minha história com o Festival de Verão ou como vim para o CORREIO

Como o evento foi manchete na Tribuna da Bahia e me trouxe ao jornal

Suspenso nos dois últimos anos devido à pandemia de covid-19, o Festival de Verão é o mais importante evento do entretenimento baiano e um dos mais conceituados em todo o Brasil. Desde sua primeira edição no Parque de Exposições, nos anos 1990, até os dias atuais, quando passou a ser realizado na Arena Fonte Nova, sempre há aquela expectativa em saber quais as atrações, as novidades da festa. Toda a cidade quer saber, e não é à toa. Pelo Festival de Verão passaram e passam grandes artistas de todos os gêneros.

Eu, particularmente, tenho uma história com o Festival desde o ano de 1999, quando aconteceu sua primeira edição entre os dias 20 a 24 de fevereiro, reunindo a nata da axé music de então, como Banda Eva, Daniela Mercury, É O Tchan, Olodum, Timbalada, Cheiro de Amor e as bandas de pop rock e pagode como Jota Quest, Biquini Cavadão, Art Popular e o primeiro dos grandes encontros que iriam permear as outras edições do evento, a exemplo de Carlinhos Brown e Marisa Monte.

Coincidentemente ou não, o Festival aconteceu no ano em que a capital baiana e primeira do Brasil estava completando 450 anos. Por isso os organizadores, leia-se Rede Bahia, capricharam em trazer grandes nomes e transformar o Parque de Exposições numa espécie de cidade da música com espaços destinados à cultura, aos esportes e à gastronomia.

E para marcar ainda mais essa estreia teve o grande Lazzo Matumbi, talvez a mais bela voz da Bahia, entoando o Hino do Senhor do Bonfim. Um evento que começa assim tinha tudo para dar certo. E deu.

Você que está lendo esse “Baú” deve estar se perguntando: 'Cadê a história que Marrom prometeu contar sobre sua relação com o evento?' Pois ela vem agora. Em 1998, um ano antes do Festival de Verão acontecer, eu estava trabalhando na Tribuna da Bahia, a convite de meu querido amigo, o jornalista Raimundo Lima (hoje um empresário bem sucedido na área de comunicação e exportação entre Angola e o Brasil, especialmente a Bahia, mais precisamente Salvador, onde mantém uma residência).

Daniela Mercury no Festival de Verão (Foto de Claudionor Junior/Arquivo Correio

O jornal recebeu um convite para mandar um repórter participar de um café da manhã no qual seria apresentada a nova programação da TV Bahia, retransmissora da Rede Globo. Fui escalado por Raimundo. Lá chegando, me informei de tudo como todos os outros repórteres presentes, e depois, quando fomos tomar o café, conversei com Mauricio Magalhães, na época o homem de marketing e eventos da Rede.

Informalmente, ele falou da realização de um grande evento musical que a Rede pretendia realizar no próximo Verão, o de 1999.

Eu escutei tudo, comentei que achava a ideia ótima e o papo morreu aí. Retornando ao jornal, Raimundo Lima me chamou e perguntou como tinha sido o café da manhã e quais eram as novidades da TV. Eu relatei o que foi informado pela direção da emissora que estava presente e fui escrever a matéria.

Assim que terminei, comentei com Raimundo o papo que tive com Mauricio sobre esse evento que eles estavam querendo fazer no Verão.

Profissional experiente, com passagens por grandes jornais brasileiros, Raimundinho, como os seus amigos o chamam, com seu faro jornalístico, não teve dúvidas: no outro dia o futuro Festival de Verão foi chamada de primeira página na Tribuna da Bahia. Ou seja: a pequena, mas vibrante Tribuna, da Djalma Dutra, tinha dado um furo nos grandes jornais como A Tarde, Jornal da Bahia e o próprio Correio da Bahia, que pertencia ao grupo. E para onde eu voltaria a chamado do editor Demóstenes Teixeira, no ano do festival e onde estou até hoje. Assim se passaram 22 anos.

Quando estava escrevendo essa matéria, resolvi ligar para Raimundo e perguntei se ele lembrava do episódio. No ato, respondeu: 'claro!' E me mandou um depoimento bem bacana, levantando meu moral. Lógico que adorei. Afinal, quem não gosta de ter seu trabalho reconhecido? Fala Raimundinho:

“Eu lembro bem de ter destacado na primeira página da Tribuna da Bahia, do qual eu era diretor de Redação, uma notícia sobre um evento que seria marcante nacionalmente: o Festival de Verão Salvador. Isto só aconteceu graças ao faro jornalístico de Osmar Marrom Martins. Numa entrevista com o diretor da Rede Bahia, ele sacou a importância da novidade e conseguiu emplacar o maior destaque em toda imprensa daquilo que seria um grande sucesso durante décadas. Foi um grande “furo” jornalístico. Isto é o que torna Marrom um profissional diferenciado”.

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