Mostra resgata filmes fundamentais da cinematografia nacional

entretenimento
20.09.2018, 10:00:00
José Wilker em O Homem da Capa Preta

Mostra resgata filmes fundamentais da cinematografia nacional

Festival Remaster, no Espaço Glauber, terá longas como O Assalto ao Trem Pagador e Vidas Secas

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

A partir de hoje, os cinéfilos de Salvador terão a chance de ver ou rever clássicos do cinema nacional em cópias remasterizadas. Vidas Secas abre a programação do Festival Remaster, que acontecerá apenas no Espaço Itaú Glauber Rocha.

Nos próximos dias, serão exibidos O Homem da Capa Preta (1986), de Sergio Rezende; República dos Assassinos (1979), de Miguel Farias Jr; Luz Del Fuego (1982), de David Neves; Vai Trabalhar Vagabundo (1973), de Hugo Carvana e O Assalto Ao Trem Pagador (1962), de Roberto Farias. Dois  documentários também estão na programação: Os Doces Bárbaros (1977), de Jom Tob Azulay, e Carmem Miranda: Banana Is My Business (1995), de Helena Solberg.

Alexandre Rocha, um dos realizadores do Remaster, fala sobre a importância do evento: “Preservação, acervo, memória e cultura brasileira. Uma discussão sobre a vasta qualidade do cinema nacional a partir da apresentação de diversos títulos agora remasterizados com qualidade digital e de volta às salas espalhadas pelo Brasil. Uma homenagem aos cineastas brasileiros em toda a força de sua vitalidade original”.

O produtor do festival, Vitor Brasil, ressalta a importância de resgatar a memória do cijnema brasileiro. “A programação conversa com nossa história, fala da nossa sociedade, na ficção e em documentários. E também do legado cinematográfico até aqui. Queremos dar caráter de nova estreia a estes filmes, ao revisitarmos títulos tão relevantes. É uma nova experiência nas salas de cinema”.

A mostra é ainda uma oportunidade de resgatar a carreira de importantes cineastas brasileiros que morreram neste anos, como Roberto Farias e Nelson Pereira dos Santos. Além disso, José Wilker, morto em 2014, é o protagonista de O Homem da Capa Preta. No filme, Wilker interpreta Tenório Cavalcantti, polêmico e violento político da Baixada Fluminense que desafiava desafia os poderosos da região, nos anos 50 e 60 e, portando uma metralhadora e usando capa preta e cartola, “fazia justiça com as próprias mãos”.

Festival Remaster no Espaço Itaú Glauber Rocha - Confira os horários:

Vidas Secas (de Nelson Pereira dos Santos) Sala 4: 14h30 (quinta), 18h30 (quinta) O Homem da Capa Preta (de Sérgio Rezende) Sala 4: 14h30 (sexta), 18h30 (sexta) Os Doces Bárbaros (de Jom Tob Azulay) Sala 4: 14h30 (sábado), 18h30 (sábado) República dos Assassinos (de Miguel Faria Jr.) 14h30 (domingo) Carmen Miranda: Banana Is My Business (de Helena Solberg) Sala 4: 14h30 (segunda), 18h30 (segunda) Luz del Fuego (de David Neves)  Sala 4: 18h30 (domingo) Vai Trabalhar Vagabundo (de Hugo Carvana) Sala 4: 14h30 (terça), 18h30 (terça) Assalto ao Trem Pagador (de Roberto Farias) Sala 4: 14h30 (quarta), 18h30 (quarta)


***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas