Conheça mulheres que movimentam: tem padeira, jardineira, percussionista...

quantA
10.08.2018, 05:00:00
Atualizado: 10.08.2018, 09:07:00

Conheça mulheres que movimentam: tem padeira, jardineira, percussionista...

Maria faz e ensina a fazer pães, Débora espalha jardins pela cidade, Meirejane fala de todas nós, enquanto dança. Alexandra é suor e ritmo. Andrea acaba de realizar um sonho. Todas em movimento. Todas andando.

Débora Didonê vive em Salvador, há sete anos. Gaúcha, criada em Santa Catarina, ainda passou por São Paulo até o desembarque na Soterópolis. Por aqui, encontrou um companheiro, um cachorro, um gato e um quintal cheio de plantas. É jornalista, permacultora e jardineira. Também ciclista, daquelas que entendem que andar de bicicleta é uma atitude política, assim como o ato de plantar em terrenos públicos. Em 2012, criou o movimento Canteiros Coletivos, iniciativa de recuperação de áreas verdes urbanas. Agora, coordena o projeto Escola Verde com Afeto, em parceria com o Instituto Limpa Brasil e com apoio do Fundo Socioambiental Casa, Fundo Socioambiental Caixa e da Fundação Oak. Funciona assim: escolas que queiram receber um jardim, painel artístico e workshop para professores se inscrevem no site http://canteiroscoletivos.com.br/, até o próximo dia 15. É simples e de graça.

Maria Eme Bê é padeira, desde 2012. Antes, se graduou em Psicologia pela Faculdade Ruy Barbosa e fez mestrado em Psicologia Experimental/Comportamento Animal, na USP. Mas desejos mudam e, durante o mestrado, ela entendeu que seu coração apontava um outro caminho: a cozinha. Trabalhou em restaurantes em São Paulo e Salvador, descobriu a padaria artesanal e se apaixonou. Atualmente, realiza a oficina Todo Mundo Pode Fazer Pão (tem todo mês) e participa de feiras comercializando pães de fermentação natural, cookies e geleias. Tudo artesanal. Quer saber mais? Siga Maria no Instagram (@mariaemebe) ou fale com ela pelo 71  99174-8595.

Meirejane Lima está em cartaz com a obra Ardor, uma das quatro que compõem o projeto de dança contemporânea Corpo em Casa. Em sua segunda edição, o projeto ocupa a Casa Rosada  (Travessa dos Barris, 30),  com a curadoria Sapotieira - Sobre Cuidados e Maneiras de Resistir. Durante três meses de apresentações, 26 dançarinos irão apresentar 14 obras, sempre às quartas e na última sexta e sábado de cada mês. Ardor é baseada na ação de ultrapassar uma porta/metáfora de questões urgentes e atuais sobre gêneros, raças e desigualdades. Uma luta/diálogo que segue até a transposição do obstáculo. Os espetáculos que compõem a programação do Corpo em Casa são frutos de inspirações e/ou histórias vividas por diversas mulheres em seus espaços domésticos. 

Andrea Velame é formada em administração de empresas e começou a carreira em agências de publicidade e tevê. Há 28 anos, resolveu empreender e abriu uma loja de decoração. Logo, passou a fabricar o mobiliário, transformando a loja em showroom da fábrica. Criou uma marca de expressão nacional, caiu e se reinventou. Dessa vez, como apresentadora de TV em um programa voltado para arquitetura e decoração. Ao longo de 11 anos de telinha, criou o Grupo AV. Virou formadora de opinião do setor e consultora de lojas. No coração, um desafio e desejo: fazer uma mostra de decoração. Neste ano, o sonho virou realidade. A Casas Conceito nasceu, no Horto Florestal, com 35 ambientes assinados pelos mais importantes arquitetos, designers de interiores e paisagistas da Bahia. A mostra permanece aberta até 16 de setembro. 

Alexandra Pessoa começou a estudar percussão aos 19 anos. Ela cresceu em Periperi, ouvindo os ensaios do Araketu e tambores viraram fascinação. Timbalada, Brown, Olodum... todos são base na musicalidade da baiana que acaba de retomar a graduação em percussão. “Agora, retomei pra terminar”, ela diz. Da mesma maneira que conseguiu, em 2016, finalizar o disco que começou quatro anos antes. ‘Visita’ chegou em janeiro de 2017, sem apoio de editais, com a prensagem pega por uma pré-venda feita entre amigos. Tem show marcado na Casa da Mãe, pro próximo dia 18. Antes disso, dia 11, se apresenta na Tropos, no Ayo Sarau Feminino, encontro de mulheres negras musicistas que dialogam com poesia, dança e artes visuais. O disco você pode conhecer no https://youtu.be/qB8Mq0NOwn8 e tem mais sobre o sarau (e outros projetos) no @alexandrapessoamusica, no Insta.


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