No clima da Copa, Ben Jor regrava Umbabarauma com Mano Brown

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13.06.2010, 09:22:00
Atualizado: 13.06.2010, 09:47:49

No clima da Copa, Ben Jor regrava Umbabarauma com Mano Brown

Confira uma seleção feita pelo CORREIO de clássicos da MPB que falam do futebol

Ivan Marques | Redação CORREIO


Do jeito que correu, chutou, vibrou e agradeceu, o ponta-de-lança africano cantado por Jorge Bem Jor bem que podia ser o meia Siphiwe Tshabalala, da seleção sul-africana, que marcou sexta-feira o primeiro gol da Copa do Mundo de 2010.



Jorge Ben Jor se diverte junto com Mano Brown, do Racionais MC’s, durante as gravações da nova versão de Umbabaraum

Mas quem foi louvado em ritmo pelo mestre carioca era outro: Umbabarauma, o homem-gol da música Ponta de Lança Africano (Umbabarauma), originalmente lançada no disco África Brasil (1976), e que foi regravada por Ben Jor junto com Mano Brown, do Racionais MC’s.

TIME DE PONTA
A faixa será lançada amanhã e vendida por R$1,99 em lojas virtuais como dos portais Uol e Terra. A nova Umbabarauma estará em CD com versão exclusiva nas lojas da Nike e ganhará clipe também. A Nike apoia o projeto social Capão Redondo Futebol Clube, tocado pela ONG Periferia Ativa, mantida por Mano Brown. A renda das vendas será revertida para o projeto.



No detalhe, as backing vocais de luxo: Thalma da Freitas, Anelis Assumpção e Céu


Além do rapper, outros artistas influenciados pela obra de Bem Jor participaram da regravação, que durou cinco dias. Entre eles, Pupilo (baterista da Nação Zumbi), as cantoras Céu, Thalma de Freitas e Anelis Assumpção, o arranjador e produtor Daniel Ganjaman e o produtor DJ Zegon.

“Nossa ideia para a faixa sempre foi de ter um time de pessoas que justificasse a releitura. A ideia de juntar o Mano Brown e o Jorge Ben Jor veio de uma declarada admiração mútua entre os dois e todos sabíamos que o resultado seria incrível”, conta Ganjaman.

A nova versão é um pouco mais acelerada e conta com toques modernos e batidas eletrônicas. A música também ganhou uma uma estrofe de Mano Brown sobre o Santos, time do coração do rapper.

CLÁSSICOS
Para Ganjaman, a ideia era manter a atmosfera original e trabalhar a produção como se ela tivesse sido realizada agora. “Sempre achei que Umbabarauma tinha algo muito a frente do seu tempo, tanto pela forte influência de música africana como na forma que a guitarra foi tocada pelo mestre Jorge Ben Jor”, diz.

A canção, inclusive, possui diversas outras versões, até em japonês.Uma das mais conhecidas é a do Soulfly, banda comandada por Max Caval era Música 10 clássicos boleiros A Copa do Mundo também inspira os artistas. No clima do torneio, o mestre Jorge Ben Jor regravou Umbabarauma com Mano Brown, dos Racionais MC‘s. A nova versão do hit será lançada amanhã. Nessa pegada, listamos dez clássicos da MPB que unem música e futebol para ouvir após ele sair do Sepultura.

Jorge Ben Jor é o maior expoente da MPB quando se fala da ligação entre música e futebol. Flamenguista doente, o compositor possui verdadeiros hinos dedicados ao time e a jogadores marcantes da história rubro-negra, como Fio Maravilha e Camisa 10 da Gávea, dedicada a Zico.

Outros grandes nomes da música brasileira também fizeram essa conexão entre duas das maiores paixões nacionais, como Gilberto Gil, Milton Nascimento e Jackson do Pandeiro. Confira uma seleção feita pelo CORREIO de clássicos da MPB que falam do futebol:

1 x 1
Uma vez, Alceu Valença declarou: “Luiz Gonzaga é Pelé e Jackson do Pandeiro é Garrincha”.O mestre paraibano Jackson do Pandeiro (1919-1982) foi um dos artistas que mais cantaram o futebol. Em um dos seus primeiros compactos, de 1954, estava 1 x 1, composição de Edgar Ferreira e um grande sucesso.

Aqui é o País do Futebol
Ídolo da década de 70, Wilson Simonal foi o intérprete de Aqui é o País do Futebol, composta pela dupla Milton Nascimento e Fernando Brant, quase tão genial quanto Pelé e Garrincha, para o filme Tostão, a Fera de Ouro (1970). A música fez tanto sucesso que chegou a ser usada como abertura de programas esportivos nas décadas de 70 e 80.

Balada Número 7 - Mané Garrincha
O futebol nem sempre rendeu canções alegres. Gravada por Moacyr Franco no disco Nosso Grande Amor (1970), Bala Número 7 fala da decadência de Garrincha. Composta por Alberto Luiz, a música não cita o nome do craque, apenas o número da camisa. Nem precisava.

Fio Maravilha



“Fio Maravilha, nós gostamos de você, Fio Maravilha faz mais um pra gente ver”. A homenagem de Ben Jor ao jogador Fio Maravilha (sentado), em 1972, se tornou um dos maiores hits do cantor e eternizou o rubro-negro. Após Fio brigar por direitos autorais, Ben Jor mudou a letra para Filho Maravilha.

Replay (O Meu Time é a Alegria da Cidade)
O Trio Esperança era formado pelo irmãos Mário, Regina e Evinha e fez um relativo sucesso na Jovem Guarda, nos anos 60. Mais tarde, em 74, já com Marisa no lugar de Evinha, gravou a inesquecível Replay, do conhecido refrão: “É gol! Que felicidade! É gol, o meu time é alegria da cidade”.

Meio de Campo

Afonsinho não era um jogador comum. Se dentro de campo, não teve capítulo no livro dos maiores do país, fora das quatro linhas o atleta mineiro é sempre lembrado. Ele foi um dos primeiros a reivindicar melhores condições de trabalho para os profissionais. Meio de Campo, feita por Gilberto Gil em 1973 (e gravada também por Elis), começa com os versos dedicados ao jogador que fez história no Botafogo: “Prezado amigo Afonsinho, eu continuo aqui mesmo”.

É Uma Partida de Futebol
Apaixonados por futebol, os mineiros do Skank lançaram aquele que é o maior hit pop do futebol dos anos 90 para cá: É Uma Partida de Futebol, do CD O Samba Poconé 96), que chega a ser clichê como trilha de programas esportivos. A letra narra um jogo de futebol e o sonho que a maioria dos brasileiros nutre em ser ou ter sido jogador profissional.

Camisa 10
A música Camisa 10 é uma daquelas emblemáticas tanto pelo momento em que foi lançada, quanto por ser o maior sucesso de seu intérprete, Luiz Américo. A canção apareceu em 1974 e foi símbolo da seleção brasileira que não passava por uma boa fase antes de disputar a Copa do Mundo da Alemanha, no mesmo ano.

Camisa 10 da Gávea



Gravada no mesmo álbum de Umbabarauma, África Brasil (1976), Camisa 10 da Gávea é uma homenagem de Jorge Bem Jor ao maior ídolo da história do Flamengo, Zico. A música cita as virtudes do Galinho de Quintino, inclusive a sua maestria em cobrar faltas.


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