Nova versão de O Homem Invisível fala de abuso a partir de terror

entretenimento
27.02.2020, 06:00:00
Elisabeth Moss, de The Handmaid's Tale (divulgação)

Nova versão de O Homem Invisível fala de abuso a partir de terror

Longa é inspirado em livro de HG Wells, que rendeu um filme clássico de 1933

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Na década de 1930, a Universal criou diversos filmes de terror, incluindo Drácula (1931), A Múmia (1932) e Frankenstein (1931). Naquela série de produções - nem tão assustadoras assim -, estava O Homem Invisível, de 1933. A produção era baseada 
no livro de H.G. Wells (1866-1946) e contava a história de um homem que criava uma fórmula para se tornar invisível e fazia uso da substância. Daí em diante, ele precisava descobrir um antídoto, caso contrário permaneceria sem ser visto.

Agora, chega aos cinemas uma refilmagem homônima, dirigida por Leigh Whannell (do terror Upgrade:A Atualização/2018) e com Elisabeth Moss, da série The Handmaid’s Tale.

Moss vive Cecilia, uma mulher que é vítima de uma relação abusiva com o marido, o cientista Adrian (Oliver Jackson-Cohen). Ainda assim, depois de supostamente ter cometido suicídio, ele deixa para ela uma fortuna de US$ 5 milhões sob uma condição: para receber a herança, Cecilia deve provar que não sofre de nenhum distúrbio mental.

Mas alguns acontecimentos sobrenaturais começam a deixar a viúva assustada, até que ela passa a desconfiar que Adrian está vivo e disposto a atormentá-la. 

Para os amigos e familiares, no entanto, Cecilia está enlouquecendo e precisa ser submetida a um tratamento psiquiátrico. Ela então é internada e tem que tem que fazer uso de medicamentos muito fortes.

Adaptações
As mudanças na história original e a abordagem de uma relação abusiva - tema muito discutido atualmente - parecem ter agradado à crítica americana. No site Rotten Tomatoes, ficou com o índice 91% entre os especialistas.

Segundo a crítica, o longa foge do lugar-comum de muitos filmes recentes de terror, que estão muito mais preocupados em dar sustos no espectador que em criar uma bos história. O tom dramático misturado ao suspense também tem sido apontado como um acerto.

Vale observar que Jason Blum é o produtor do filme, o que de alguma forma atesta qualidade. Ele também produziu sucessos como o terror Nós (2019), de Jordan Peele, e Infiltrado na Klan (2018), de Spike Lee. As duas produções foram indicadas ao Oscar de melhor filme, assim como Whiplash, que ele produziu em 2014.

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