Novo álbum de Durval Lélys é encartado no CORREIO

Vida
31.01.2017, 05:56:00
Atualizado: 31.01.2017, 06:08:24

Novo álbum de Durval Lélys é encartado no CORREIO

CD, com 14 músicas, tem participação de Márcio Victor em pagode e parceria com Alexandre Peixe
Durval, o rei da alegra do Carnaval baiano, lança o CD Mil Sorrisos no CORREIO (Foto: Divulgação)

Um dos maiores veteranos do Carnaval baiano, Durval Lelys lança o CD Mil Sorrisos hoje, encartado  no CORREIO. Com 14 músicas, o disco volta ao universo praieiro, que Durvalino domina tranquilamente. 

O álbum traz de volta a parceria com Alexandre Peixe, na faixa que dá nome ao álbum, e com Márcio Victor, que divide com Durval a autoria de O Verão Chegou, da qual ele participa. “A primeira é um pop e a outra, um pagode”, diz Durval. 

Neste bate-papo com o CORREIO, o músico fala sobre o disco, sua história no Carnaval de Salvador e seus planos para a festa do mês que vem. No sábado da folia, ele troca o Cocobambu por Trancoso. “Os carnavais de fora de Salvador abriram as portas para os artistas daqui”, explica.

Para ele, a Bahia também precisa continuar de portas abertas para os músicos de fora: “A gente tem que amar é a música brasileira. Eu, por exemplo, adoro rock’n’roll e quero ver o Sepultura no Carnaval”.

E Durvalino falou também sobre uma de suas maiores paixões na música, que é o rock. “Quem toca guitarra não tem como não ser roqueiro”, diz o fã do rock inglês.

E aí, quais as novidades deste  CD na parceria com o Correio?

O disco tem músicas inéditas, sendo umas minhas e outras em parceria com amigos como Márcio Victor, com quem fiz O Verão Chegou, e com Alexandre Peixe, fiz Mil Sorrisos. Essas são as duas músicas que a gente está trabalhando mais. Com Márcio, com quem eu gravei pela primeira vez, fiz um pagode. Já a parceria com Peixe é mais um pop. O disco conta algumas história que eu vivi, como na música Bronzeador. É que, quando ia à praia com os amigos, a gente chegava na menina e pedia pra passar bronzeador na gente e aí chegava juntinho, todo envergonhado. (a letra: É só pedir que vou passando/ Na barriga, na cintura, na virilha, maravilha/ Pare, não passe desse ponto). E ainda vou fazer uma música contando a história do cooler, do isopor que a gente levava pra praia. A gente chegava com ele e com o guarda-sol e pedia à gatinha pra tomar conta. Aí, ia tomar um banho e quando voltava, já tava batendo papo com ela e tomando uma cerveja.

Márcio Victor divide com Durval a composição de O Verão Chegou (Foto: Divulgação)

Ainda vale a pena distribuir CD físico numa época em que todos escutam música online?  

O CD representa o contato do artista com o fã. Dia desses, no Réveillon, eu estava em Barra Grande e aí peguei uma sacola, um isopor e enchi ele de CD meu para dar à galera. Saí andando com minha mulher e meu cunhado e fui dando ao pessoal. Ninguém acreditava que era eu, ali de sunga, na praia... Mas revivi um pouco meu início de carreira, quando fazia coisas assim. O ato de dar um CD de presente ao fã é como dar algo seu a ele. Passei um tempo trabalhando pra fazer o disco, me dediquei a ele, botei uma música, tirei outra e agora dou um presente especial ao fã. O CD é o contato físico entre artista e fã. 

O disco tem muita música sobre praia e tem um clima de Verão. Sua música sempre teve essas características?  

Eu sempre fui visto como um cantor das praias, porque cresci ali no Sesc, em Aleluia, com a galera do surfe, do windsurfe e do voo livre. Nos anos 80, eu frequentava essas praias e com a galera, no fim de semana, a gente sempre curtia a barraca do Jajá. Eu tinha um village no Flamengo, então ia muito à praia. E viajava muito com os amigos, viajei o mundo inteiro surfando com os amigos, fui a Bali, Havaí, Fernando de Noronha... Eu tinha até uma equipe de surfe que eu patrocinava e viajava com ela. E aí, em cada praia, fazia uma música. E aí, cada praia deu uma música: Noronha, Pipa Taipu de Fora, Trancoso... Sou apaixonadão por praia.

E para o Carnaval, o que você está preparando?  

No sábado, dia 25, vou para Trancoso e não toco no Cocobambu. Me apresento domingo, segunda e terça no Me Abraça. Vou arriscar o sábado fora de Salvador. É que o Carnaval no Brasil cresceu muito e em Brasília vão às ruas umas 300 mil pessoas. O Rio já tem um Carnaval de 20 dias e acho que a Bahia também devia ampliar o tempo de festa. E esses carnavais de fora abriram as portas para os artistas baianos. Ano passado, puxei bloco no Rio e este ano, uma semana antes do Carnaval, toco em Goiânia. E isso é reflexo de uma coisa muito boa: o mercado nacional de Carnaval cresceu a ponto de hoje haver mais demanda que oferta. 

Por outro lado, o Carnaval de Salvador tem recebido artistas de fora, que trazem, por exemplo, o sertanejo universitário ou o funk para cá. Isso descaracteriza o Carnaval baiano?  

De jeito nenhum! Esse é um pensamento retrógrado, afinal a gente tem que amar é a música brasileira. Eu adoro rock’n’roll e quero ver o Sepultura no Carnaval, como já esteve aqui. Muita gente não gostou, mas é uma reação natural. Tem gente que não gosta de samba ou pagode no Carnaval. Mas sempre foi assim: quando tinha Pepeu (Gomes) e Armando (Armandinho), um gostava de Armando e outro, de Pepeu. Já eu, gostava dos dois (risos). E se vem um trio que você não gosta, vai ali no canto, toma uma cerveja e depois volta porque logo vai passar algum que você gosta. Já recebi no trio Zezé Di Camargo & Luciano, Bruno e Marrone, Paralamas, Paula Fernandes... Antes, quando se falava de Carnaval, era assim: no Rio, samba; na Bahia, axé e pop; em Recife, frevo. Mas isso está mudando. 

No filme Axé - Canto do Povo de um Lugar, você é apontado como um grande carnavalesco, por causa dos personagens que cria. Como começou isso e qual o personagem mais marcante?  

Isso começou ainda na Banda Pinel, com Ricardo Chaves, quando a gente já se fantasiava. Aí, no Asa, adaptei para o nosso público. Muitos artistas criaram personagens, como Alceu Valença, Carmen Miranda e até Ney Matogrosso e os Secos & Molhados. O primeiro marcante que eu criei foi o pastor Don Duriel, de Xô, Satanás. Teve o vampiro, Conde Draculino, que foi o maior sucesso dos personagens que criei. Teve também Nero, David Coperlino... E neste ano vou fazer a fantasia do DJ Lino, o Durvalino DJ. E, como sempre, vai ter a música dele.

E a sua relação com o esporte, como começou?  

Eu gostava muito de nadar. Fui campeão baiano de natação no nado livre em 1969 e, em 71, fiquei em terceiro lugar no Baiano de Judô. Aí, aos 18 ou 19 anos, comprei minha primeira prancha e conheci os fundadores do surfe na Bahia: Tourão, Menandro, Mauricio Abubakir... Depois, passei a fazer musculação como preparo para o trio. Hoje, nado dois mil metros duas vezes por semana. O surfe, deixei por causa da coluna. E a moto, parei por causa do tráfego. Mas ela tá na loja da Harley (Harley Davidson) e quando eu preciso, vou lá e pego. E ela vai voltar aos shows.

No início, muita gente associava o Asa ao rock. Afinal, você era mesmo roqueiro?  

Quem toca guitarra não tem como não ser roqueiro. E eu ouvi muito Iron Maiden, AC/DC, tenho todos discos do Pink Floyd... Gosto muito também de Stones, Supertramp, Yes, Queen. Fui todos os dias ao Rock in Rio 1! Mas hoje só ouço os clássicos, com exceção de uma ou outra coisa mais moderna, como Maroon 5, Oasis e Coldplay. O Asa começou como rock e quando a gente foi convidado para tocar no Trio Paes Mendonça, contratei três percussionistas e disse: “Vamo virar axé!”. O pessoal gostou do resultado e a gente foi mudando, tanto que no segundo disco, na música Qual É, eu brincava: “Asa é rock? É axé? Qual é?”

Fotos: Divulgação

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