O carioca Qinho emociona Marina ao cantar 10 hits da compositora

hagamenon brito
10.09.2018, 05:00:00

O carioca Qinho emociona Marina ao cantar 10 hits da compositora

Qinho, nome artístico do cantor, compositor e produtor carioca Marcus Coelho Coutinho, 34 anos, cresceu ouvindo hits de Marina Lima nos vinis do pai, no rádio e nas novelas. Mas foi apenas em 2014, ao participar de um show-tributo da revista paulista Amarello para Marina, com a presença da própria homenageada, que ele se deu conta da real grandeza da compositora pop mais importante do Brasil entre os anos 1980/90.

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Qinho, 34 anos, homenageia Marina Lima no seu quarto álbum, no qual interpreta hits da maior compositora pop do Brasil entre os anos 1980 e 1990 (Divulgação)

"Quando ouvi aquele repertório reunido, me dei conta de que as canções que passei a vida ouvindo eram da mesma pessoa. E, logo depois da minha primeira interpretação no show, ela me abraçou e elogiou, foi uma identificação imediata. Foi ali que nasceu a ideia de homenagear aquele repertório lindo, um patrimônio da nossa cultura pop", conta Qinho.

Em agosto de 2016, o artista estreou no Rio um show interpretando Marina, que gerou um especial do canal Bis, um EP com quatro faixas (Fullgás, Uma Noite e Meia, Criança e Charme do Mundo), em abril de 2017, e agora o bom álbum Qinho Canta Marina (Biscoito Fino). Tudo com o aval elogioso da irmã e maior parceira musical do imortal Antonio Cicero.

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Marina Lima e Qinho em um dos encontros que os dois artistas pop tiveram no palco (Divulgação)

"Desde a primeira vez que ouvi Qinho cantar as minhas músicas, me emocionei. E vejo agora nesse disco seu desejo de mergulhar de peito aberto nessas canções para, talvez, ressignificar o valor da música em sua vida. Qinho se apropria, veste as canções escolhidas como sendo dele, sem trair os meus sentimentos de origem. Fico encantada", afirma Marina no encarte do CD produzido por Qinho (voz e guitarra) e Gui Marques (bass synth e teclados).

O álbum reúne as quatro gravações do EP de 2017 e mais À Francesa, Nada por Mim, Me Chama, Acontecimentos, Veneno e Virgem, com Qinho celebrando não somente a compositora, mas também a intérprete Marina. Ele confessa que não quis inventar a roda ou soar mais autoral do que a homenageada.

"Minha preocupação foi preservar a beleza original das canções e dar um toque meu, como o uso de novos timbres, mas sem querer soar ousado a ponto de tentar ser mais autoral do que a própria Marina, que é poderosamente autoral", explica Qinho.

Um talento da nova cena pop brasileira e dono de uma voz suave e deliciosa, Qinho tem outros três álbuns lançados e colaborações com Fernanda Abreu,  Luiz Melodia, Mart’nália, Jards Macalé e Adriana Calcanhotto. E que bom que ele se formou em jornalismo, mas preferiu seguir a carreira musical.

CD

REPERTÓRIO DO ÁLBUM

1. À Francesa/1989  (Cláudio Zoli e Antonio Cicero) 

2. Nada Por Mim/1985 (Herbert Vianna e Paula Toller) 

3.Acontecimentos/1991  (Marina Lima e Antonio Cicero)

4. Me Chama/1984   (Lobão)

5. Uma Noite e Meia/1987    (Renato Rocketh) 

6. Fullgás/1984    (Marina Lima e Antonio Cicero) 

7. Criança/1991  (Marina Lima)

8. Veneno/1984  (Polacci/ Versão de Veleno: Nelson Motta)

9. Charme do Mundo/1981    (Marina Lima e Antonio Cicero)

10. Virgem/1987   (Marina Lima e Antonio Cicero)

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Ouça os áudios de Acontecimentos e Criança


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TROYE SIVAN brilha ao modelar uma natural masculinidade gay

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Depois da boa estreia com o álbum Blue Neighbourhood (2015), que vendeu 2,5 milhões de cópias, o cantor australiano Troye Sivan, 23 anos, evolui e brilha ainda mais em Bloom (Universal). Das letras sobre relacionamentos entre homens ao estilo e ao modo de dançar em seus videoclipes, Troye está moldando uma despreocupada masculinidade gay.

Em suas canções com influências do synth pop e dancehall (como Dance for This, com participação de Ariana Grande), ele não sente desejo de ostentar, explicar ou definir a si mesmo, ou falar como suas experiências se relacionam com o mundo hétero dominante. A faixa-título e My My My! estão entre os melhores singles de 2018. Troye Sivan também é ator: atuou em X-Men: Origens - Wolverine (2009) e vem aí em Boy Erased, ao lado de Lucas Hedges, Nicole Kidman e Russell Crowe. 

Veja o videoclipe de Bloom

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ETHAN HAWKE vive Chet Baker em filme que estreia dia 18 na Netflix

Filme

Dirigido em 2015 pelo canadense Robert Brudreau e inédito nos cinemas brasileiros, Chet Baker: A Lenda do Jazz (Born to be Blue) estreia dia 18 na Netflix e traz Ethan Hawke (Antes do Amanhecer, Dia de Treinamento) no elogiado papel daquele que foi considerado o James Dean do jazz. 

A produção mescla eventos reais com ficcionais e mostra os últimos anos de vida do trompetista americano depois do declínio da sua carreira devido ao consumo de drogas (sobretudo a heroína), e da volta aos lançamentos fonográficos na década de 1970 - ele morreu em Amsterdã,  em 1988, aos 58 anos, de forma trágica e misteriosa. A rixa entre ele e Miles Davis, outro gênio do jazz, também está presente no filme, além da desconfiança das gravadoras em investir novamente em Baker, após tantas polêmicas e problemas.

Veja o trailer do filme