'Organização não deve ser um gatilho para mais consumo', diz especialista

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17.12.2018, 05:28:00
(Cauê Moreno/Discovery H&H/Divulgação)

'Organização não deve ser um gatilho para mais consumo', diz especialista

Chiara fala sobre a série Menos é Demais, dá dicas para arrumações de fim de ano e reflete sobre hábitos de consumo

Consultora de moda, estilista e especialista em sustentabilidade, Chiara Gadaleta, 48 anos, dedica-se a integrar os mercados de moda e beleza às questões ambientais e sociais.

Como parte dessa missão, ela também comanda a série Menos é Demais, do Discovery Home & Health, que estreia segunda temporada no dia 8 de janeiro, às 19h30 (horário local). Lá, a apresentadora auxilia participantes a enxugar guarda-roupa e as compras.

(Fotos de Cauê Moreno/Discovery H&H/Divulgação)

O episódio de estreia da nova temporada apresenta Fernanda, funcionária do setor financeiro de uma empresa, que simplesmente não consegue controlar os gastos pessoais com roupas, sapatos e acessórios. Ela já acumulou sessenta calças jeans, incontáveis pares de sapato e acessórios que ficam amontoados no quarto – o guarda-roupa é abarrotado, um grande volume de coisas sobrepostas e amassadas.

Em entrevista ao CORREIO, Chiara fala sobre o programa, arrumações de fim de ano e reflete sobre hábitos de consumo. 

A nova temporada de Menos é Demais traz quais novidades?
Nessa segunda temporada tivemos a chance de ter contato com cada família e assim nos aprofundamos mais nas questões pessoais de cada um dos personagens relacionados ao consumo exagerado. O resultado são cenas emocionantes de transformação e tomada de consciência. 

Com 13 episódios, série estreia dia 8 de janeiro
(Foto: Cauê Moreno/Discovery H&H/Divulgação)

Qual a ideia do programa?
A ideia é chamar atenção para o consumo consciente. Mostrar que juntos podemos encontrar soluções criativas e efetivas para essa questão tão importante que é o excesso de produção e de consumo. Através de historiais reais vamos mostrar como ingressar uma jornada mais engajada e transformar hábitos antigos.

Para muita gente, não dá para entrar o ano novo sem arrumar a casa, mexer nas gavetas e armários e organizar as coisas. O que acha desse movimento de arrumação que acontece no fim do ano?
Rituais de organização para a chegada do novo ano são importantes para renovação de energia e bons fluídos. Porém, muitas pessoas confundem esse momento como mais um gatilho para consumo, com a falsa ideia de que comprar tudo novo vai trazer boa sorte para iniciar o ano.

Qual sua dica para as pessoas não cairem nessa ideia?
Minha sugestão é aproveitar esse momento justamente para garimpar itens de decoração ou roupas e acessórios antigos que estão em desuso e dar a eles um novo ciclo de utilidade ou até mesmo doá-los a quem pode precisar, caso eles não façam mais sentido na sua vida. E claro, antes de comprar algo novo é importante perguntar a si mesmo se você realmente precisa daquilo e por quê. 

Quais dicas você dá para quem quer fazer essa arrumação na casa antes do final do ano?
Antes de começar a organizar, é importante ter em mente o que realmente é útil no dia a dia, afinal, menos é demais! Fique apenas com o que realmente precisa e doe o que não fizer mais sentido na sua vida. O exercício de destinar corretamente as peças que caíram em desuso cria um hábito novo de pensar no ciclo de vida de uma peça, desde a produção até o descarte.

No que diz respeito a arrumação, fazer espaço para que possamos olhar o que realmente temos nos armários é fundamental para não comprarmos o que já temos. Não empilhar, separar por cor, tamanhos e comprimentos é um bom começo para que nossos armários, gavetas e prateleiras ganhem um aspecto agradável. Quando olhamos para um espaço bonito e bem arrumado, nos animamos para mantê-lo.

Em tempos de consumo consciente, você acredita que as mudanças nesses hábitos de consumo podem influenciar no bem-estar das pessoas? De que forma?
Sem sombra de dúvida e o que muda de ímpeto é que nos tornamos mais curiosos e conscientes e exigentes. Nessa transformação, hábitos de consumo mais responsáveis podem impactar em diversas áreas da nossa vida. Nos tornamos mais ativos face ao consumo e começamos a nos responsabilizar pelas escolhas que fazemos. Começamos também a ter uma ideia mais ampla e consciente de todo o processo de produção das peças que compramos e a nos preocupamos com o destino delas quando terminam suas vidas úteis. Todas essas informações nos fortalecem. 

Como podemos identificar que nossos hábitos são ou não sustentáveis?
Não ter o que vestir com um guarda roupa lotado é um primeiro sinal que não estamos nos relacionando de forma consciente com nosso consumo. O mesmo pode acontecer com gavetas lotadas na cozinha, banheiros com cosméticos vencidos e baús com brinquedos quebrados e esquecidos.

Como tornar o consumo mais sustentável no dia a dia?
Podemos seguir algumas dicas fáceis no dia a dia:
- Seja curioso e pesquise a origem das peças que você está comprando; não importa se for uma roupa, um utensilio para cozinha ou um objeto de decoração, o importante é se perguntar quem fez, onde e como.
- Se for comprar uma roupa, tenha a certeza de que a peça que vai adquirir pode ser combinada com outras que você já tem;
- Veja qual é a relação da marca do produto que você está comprando com as questões sociais e ambientais. Basta pesquisar no site e ver o engajamento da marca nas mídias sociais;
- Opte por marcas que usem embalagens conscientes e que promovam o consumo consciente através de sua comunicação e que indiquem uma destinação correta das peças quando terminam suas vidas úteis;
- Busque peças de qualidade, que durem mais e que não serão descartadas de forma prematura e sem lugar correto;

O que as pessoas podem fazer com o que vão descartar neste final de ano?
O ideal é dar uma destinação correta às peças de roupa ou objetos quando terminam suas vidas úteis. Aqui algumas dicas:
- Verifique se é possível consertar a peça. Às vezes um rasgo ou furo podem ser reformados e evitam descarte incorreto ou prematuro. Um móvel ou objeto também pode ser reaproveitado.
- Doe para brechós ou instituições que ajudam pessoas em vulnerabilidade social como crianças e idosos;
- Use a criatividade e técnicas como reaproveitamento e o upcycling para transformar roupas e objetos em desuso em outros que podem continuar servindo.


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