Para discutir o futuro: espetáculo Temporal faz conexão entre retrocesso atual com o passado

entretenimento
25.06.2018, 08:30:00
Atualizado: 25.06.2018, 09:12:05
Peça mistura pessoas de diversos contextos sociais no elenco (Foto: Márcio Meirelles/Divulgação)

Para discutir o futuro: espetáculo Temporal faz conexão entre retrocesso atual com o passado

Peça em cartaz no Vila Velha aborda questões sobre o o futuro da humanidade

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Em um lugar fora do tempo e do espaço, personagens vindos do passado, presente e futuro se encontram e dialogam sobre seus erros e aprendizados. Assim é iniciado o espetáculo Temporal, que toma o palco do Teatro Vila Velha hoje e amanhã, às 20h. Na peça, que ocorre no cenário de uma ‘conferência mundial do tempo’, são feitas reflexões sobre a humanidade e as relações pessoais e coletivas com o tempo. 

Escrito pelos portugueses Gabriel Gomes e Sofia Moura, pelo brasileiro Rafael Medrado e pela caboverdiana Lisa Reis, sob o título “Tempostade”, o texto promove críticas aos retrocessos sociais e ao que seriam as ideias de evolução e futuro.

“É sobre como projetamos o que virá, com base em nossas experiências, mas também com base no que ouvimos dizer”, comenta o autor Rafael Medrado, acrescentando que o espetáculo traz “um foco considerável nas impressões sobre a nossa juventude e sobre nossas mudanças de expectativa”.

MISTURA DE CULTURAS E OLHARES NOS BASTIDORES
A peça é feita pelo Projeto Lusófono de Teatro, o K Cena, que formula união de diferentes culturas nos palcos, indo para além da mistura de países na criação dos roteiros. Para a concretização do elenco de Temporal, por exemplo, foi feito um teste com pessoas baianas de diferentes contextos e classes sociais, e com diversas idades - a partir dos 17 anos. Cada uma delas pôde incrementar um pouco da sua visão sobre o futuro no espetáculo.

“O projeto de intercâmbio K Cena tem tudo a ver com a própria essência do teatro: o encontro de pessoas com diferentes culturas, experiências de vida e de fazer artístico, que se reúnem pra refletir sobre o mundo neste momento. Claro que toda montagem é uma aventura, no sentido que nunca sabemos onde iremos chegar, mas para mim tem sido incrível”, avalia a diretora Chica Carelli.

O K Cena costuma tomar fazer releituras de diferentes artes dramáticas, envolvendo pessoas de diferentes realidades, mas ligadas pela língua portuguesa, quarta mais falada do mundo. Há mais de 10 anos no projeto, Graeme Pulleyn revela o desejo de expansão do projeto. “Esperamos, em um futuro próximo, alargar para outros países lusófonos, trazendo diferentes formas de fazer teatro, num projeto que atravessa o Atlântico em três sentidos”, comenta.

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