Peça A Filha da Monga faz temporada no Domingo no TCA de setembro  

entretenimento
23.09.2021, 14:15:00
A atriz Zeca Abreu no solo A Filha de Monga (Gabrielle Guigo/divulgação)

Peça A Filha da Monga faz temporada no Domingo no TCA de setembro  

Zeca de Abreu protagoniza espetáculo que vai ao ar no YouTube do TCA e na TVE Bahia, neste domingo (26), às 11h

O projeto Domingo no TCA celebra os 30 anos de carreira da atriz Zeca de Abreu, e marca a sua formatura na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA), com a exibição do espetáculo A Filha da Monga. O monólogo tem texto inédito de Luiz Marfuz, que também assina a direção, e faz parte da programação do projeto dominical do Teatro Castro Alves. Neste dia 26 de setembro, às 11h,  o vídeo vai ar no canal do TCA no YouTube, onde fica à disposição do público até quarta (29). A peça será apesentada também na TVE, às 22h..

A Filha da Monga nasceu na formatura de Zeca, resgatando um ciclo interrompido há três décadas, quando a artista deixava a graduação na UFBA para integrar elencos de peças profissionais. A peça conta a história de uma jovem que é obrigada pelo padrinho a trabalhar num parque de diversões no papel da mulher que vira monstro, a Monga, seguindo os passos da mãe. Ela tenta quebrar essa cadeia de sucessão para poder viver os ritos de passagem de sua vida na infância, na adolescência e na vida adulta. Entre a realidade e a imaginação, a trama percorre a jornada de afetos da história dessa mulher. 

“A peça procura tocar algumas questões incômodas que atravessam temas e instituições como a escola, a família, a religião, a psiquiatria, a sexualidade, a violência doméstica e a indústria de entretenimento. Trata-se, no fundo, da reconstituição da jornada de afetos e agruras de uma mulher”, conta Luiz Marfuz, que escreveu a obra especialmente para Zeca. 

“Escrevi o texto entre janeiro e março deste ano, a maior parte em Coaraci, minha cidade natal. Foi aí que me veio a lembrança da Monga, fenômeno que sempre acompanhei nos circos e parques de diversões do interior e que me intrigava muito. Eu ficava fascinado por aquela transformação e só mais tarde vim a saber que era um truque de espelho, que mulher nenhuma virava monstro. Então surgiu a pergunta-guia: qual seria a história de uma mulher que faz o papel de monstro numa tenda noturna, todos a reconhecem como tal, mas o que ela deseja é simplesmente ser mulher?”, compartilha Luiz Marfuz. 

Para Zeca de Abreu, é uma estreia especialmente simbólica. “Estou ao mesmo tempo completando 30 anos de carreira e me formando no curso de interpretação teatral na Universidade Federal da Bahia. Me formar tem muitos significados. Voltei a estudar porque acredito que a vida é um eterno aprendizado”, comenta a artista, que reuniu no projeto uma grande equipe artística e mobilizou uma extensa rede colaboradores, que viabilizou o projeto através de uma campanha de financiamento coletivo que arrecadou R$11 mil reais. “No meio dessa pandemia, fazer teatro é muita loucura. Estou honrada por ter tanta gente do meu lado”, complementa. 

Serviço - A Filha da Monga | domingo (26), às 11h | Transmissão às 11h no Youtube do TCA e às 22h na TVE Bahia 


***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas