Polícia divulga retrato falado de suspeito de matar professora na Vila Canária

salvador
12.02.2019, 18:02:00
Atualizado: 12.02.2019, 18:02:45

Polícia divulga retrato falado de suspeito de matar professora na Vila Canária

Ex-namorado, acusado de ser mandante do crime, já está preso

Foi divulgado nesta terça-feira (12) o retrato falado do homem que assassinou a professora Priscila Rebeca de Oliveira Souza, 37 anos, no último dia 5, na Vila Canária. A imagem foi divulgada pelo delegado Reinaldo Mangabeira, da 2ª Delegacia de Homicídios (DH/Central).

Foto: Polícia Civil/Divulgação

O criminoso é um homem negro, de aproximadamente 35 anos, olhos escuros e com altura aproximada de 1,75 m. No momento do crime, ele usava camisa social verde musgo e boné. A imagem foi elaborada pela Coordenação de Topografia, Modelagem e Desenho, do Departamento de Polícia Técnica (DPT).

O ex-namorado de Priscila, Hugo Leonardo Gonçalves da Silva, é suspeito de ser o mandante do crime. Ele foi se apresentou à polícia na sexta-feira (8)  e está preso. Ele também é apontado como pai da filha caçula de Priscila, de apenas dois meses.

Na quinta-feira (7), um dia após o crime, os dois teriam uma audiência no Centro Judiciários de Solução Consensual de Conflitos (Cejuscs), no bairro de Nazaré, para o reconhecimento da paternidade da criança. O suspeito não compareceu, enquanto a professora foi representada por um advogado.

Quem tiver informações sobre o autor do crime, descrito no retrato falado, deve denunciar à polícia pelo Disque-Denúncia (3235-0000). Não é necessário identificar-se e o sigilo é garantido.

Professora foi morta com tiro na cabeça (Foto: Facebook/Reprodução)

Lembre o caso
Priscila era professora da escola Flora Encantada, perto da casa onde morava, e estava no 5º semestre do curso de Pedagogia. Na quarta-feira (6), ela realizaria o sonho de inaugurar a creche Pa Pri Pam, que funcionaria em um dos andares da residência que dividia com familiares, na Vila São José, na Vila Canária.

Ela era a irmã do meio entre três irmãos. O mais velho, Pablo Souza, 41, conversou com a reportagem do CORREIO e disse que toda a família mora em um mesmo prédio de dois andares. Ele mora no andar superior. No de baixo, Priscila morava com a irmã mais nova, Pâmela Souza, a mãe, de 61 anos, e as duas filhas: uma de 10 anos e outra de apenas 2 meses. Neste mesmo andar funcionaria a creche, que seria inaugurada hoje. Todos estavam em casa quando o crime aconteceu.

Segundo Pablo, era por volta de 21h30 quando um homem bateu na porta da casa de baixo à procura de Priscila e alegou querer informações sobre as matrículas na creche. Pâmela abriu a porta e chamou a irmã, que prontamente foi à porta para esclarecer as dúvidas. Após passar as informações solicitadas, a professora virou de costas para o homem e retornaria para a sua casa, quando levou um tiro na cabeça. Em seguida, o criminoso fugiu. 

“Estava todo o mundo em casa. A filha [mais velha] dela e minha mãe estavam deitadas na cama junto com ela. Ela estava olhando a bebê. As duas filhas estavam com ela. Do lado dela, do lado mesmo. Minha irmã só fez levantar e aí aconteceu”, contou o irmão, abalado.

Foi Pablo quem socorreu Priscila após o tiro. Imediatamente, ele pegou o carro e correu até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Marcos. De lá, a professora foi transferida para o Hospital do Subúrbio, onde morreu.

Segundo o irmão da professora, o homem que matou Priscila era negro, de altura mediana, rosto arredondado e vestia uma camisa verde musgo. 

Logo após o crime, familiares e amigos apontaram o ex-namorado dela, Hulk, como principal suspeito de ser o mandante do assassinato. Os dois estavam separados desde o sexto mês de gestação de Priscila e, segundo dizem parentes, ele não queria assumir a criança, já que tinha um relacionamento com outra mulher.

Amigos da vítima também afirmam que o relacionamento de ambos era conturbado e que existiram episódios de violência, mas Priscila preferiu não denunciar.

Com a morte da mãe, a filha mais velha de Priscila, de 10 anos, se mudou para a casa de parentes. Pablo afirmou que a criança "está transtornada e muito triste" e que a família "está tentando administrar a situação através do diálogo" com a menina. 

Priscila foi sepultada no cemitério Vale da Saudade, em Candeias.


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