Poupança informal: baianos são os que mais fazem "caixinhas"

donaldson gomes
28.02.2020, 05:45:00

Poupança informal: baianos são os que mais fazem "caixinhas"


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A terra do ponto de caixa
A Bahia é a região onde os consumidores mais fizeram o chamado “ponto de caixa”, ou a “caixinha” – aquele grupo de poupança informal –, entre os seis estados pesquisados pelo Banco Pan. O levantamento avaliou o comportamento de pessoas das classes C, D e E nos últimos doze meses. Apesar do apego à caixinha, Bahia, junto com São Paulo e Rio Grande do Sul, é onde o menor número de pessoas de baixa renda possui reserva financeira para cobrir pelo menos um mês de despesas. O estado é também o que tem a maior população de baixa renda com pouco ou nenhum relacionamento bancário, de acordo com a pesquisa. Por aqui também é onde se utilizam menos os recursos digitais e onde o uso das lotéricas para operações bancárias é mais frequente. No ano passado, 22% dos baianos de baixa renda disseram ter se endividado, enquanto outros 24% disseram ter ampliado dívidas que já tinham. 

Balanço positivo
Na última semana, a Coelba divulgou os resultados financeiros e operacionais de 2019. Um dos principais destaques foi o crescimento de 36,3% no Ebitda (lucro antes do abatimento de juros, impostos, depreciação e amortização), em relação ao ano anterior. Foram R$ 2,1 bilhões. O aumento de energia injetada de 6,12% em relação ao resultado obtido em 2018, reflete o crescimento de mercado da distribuidora. Além do Ebitda, a distribuidora registrou um crescimento de 58% no lucro líquido, quando comparado ao ano anterior, alcançando R$ 1 bilhão. Em 2019, a distribuidora foi reconhecida pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) como uma das melhores no quesito “Evolução do Desempenho”. O índice que avalia a melhoria dos indicadores de continuidade de fornecimento para o cliente. O reconhecimento confirma os consistentes resultados financeiros e operacionais do ano.

Seguros
Em 2019, o seguro de automóveis foi o mais adquirido pelos baianos, com volume em prêmios – referente ao que o segurado paga à seguradora – equivalente a R$ 1,186 bilhão.  Em segundo lugar, com R$ 1,019 bilhão, aparece o segmento pessoas compreendendo vários seguros como o educacional, viagem e vida. De acordo com Nelson Uzeda, diretor do Sindicato das Seguradoras, “a busca pela prevenção em relação à furto, roubo, incêndio e explosão, leva as pessoas a contratar o seguro auto. Como o carro é um bem móvel e que tende a ficar exposto com frequência, demanda uma atenção maior do usuário”. Em 2018, os prêmios foram de R$ 1,211 bilhão para autos e R$ 823 milhões para o segmento pessoas. 
 

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