Projeto traz dados e fotografias artísticas que alertam sobre impactos do lixo

entretenimento
05.06.2018, 14:41:00
Atualizado: 05.06.2018, 17:32:44
Atriz Isabella Santoni é modelo e colaboradora do projeto (Foto: Alexandre Socci/Reprodução)

Projeto traz dados e fotografias artísticas que alertam sobre impactos do lixo

Uma sacola plástica foi encontrada no local mais profundo dos oceanos: e esse é só um dos dados alarmantes trazidos pela iniciativa #SeuLixoMeu

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A Fossa das Marianas, o local mais profundo dos oceanos era um dos poucos lugares que, até então, estava intacto dos estragos causados por muitos humanos. Mas, agora, nem mesmo o "buraco negro" submerso, com 11 mil metros de profundidade, conseguiu espacar da falta de cuidado social com a natureza. Localizada no Pacífico e pouco estudada, a zona é casa de diversas vidas marinhas que se desenvolveram às altas pressões. E, em meio a tais seres vivos, lá estava ela: uma sacola plástica bailando no (m)ar. 

A informação foi compartilhada pela National Geographic Brasil e disseminada, também, pelo projeto Seu Lixo Meu, que reflete sobre os impactos das desregradas poluições humanas, focando, principalmente, no universo marítimo. 

“Constam que sacolas plásticas são os maiores registros de lixo marinho, depois de garrafas, copos, canudinhos e talheres plásticos descartáveis”, afirmou a equipe do projeto, em uma postagem do Facebook.

Nas redes sociais, os idealizadores do @seulixomeu, Alexandre Socci e Marianna Menato, compartilham informações sobre ecologia e sustentabilidade. Com dados espantosos, os dois visam atualizar o país sobre os absurdos mundiais causados pelas próprias ações dos seres humanaos.

Projeto é ativo nas redes sociais e promove conscientização através de imagens artísticas
(Foto: Alexandre Socci/Divulgação)

Alexandre é fotógrafo profissional há 11 anos. Ele já realizou trabalhos diversos focados na temática de alertas sobre a poluição. Um dos seus trabalhos abordava a decadência dos rios Tietê e Pinheiros, de São Paulo. Em seus projetos, o idealizador também já fotografou um ensaio que chama a atenção para a morte indiscriminada e ilegal de tubarões ao redor do mundo, o qual foi intitulado de Sharks n’ Dresses. Marianna, por outro lado, é engenheira ambiental e de segurança, e incrementa as informações compartilhadas nos perfis da iniciativa através dos seus estudos. Ambos os criadores do #SeuLixoMeu já afirmam que pensam em transformar o projeto em uma ONG ainda em 2018.


De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ibope e divulgada nesta terça-feira (05), Dia Mundial do Meio Ambiente, 4 em cada 10 brasileiros não separam o lixo. A revista Capricho, através da pauta, trouxe a indagação: "A reciclagem residencial pode fazer uma grande diferença no futuro, mas como cobrar dessas pessoas se são pouquíssimos lugares do Brasil que têm coleta seletiva de lixo e estimulam essa prática? Talvez a raiz do nosso problema também esteja localizada em lugares mais profundos de nossa sociedade, e é aí que precisamos cada vez mais usar nossa voz para promover a transformação", questionava a matéria.

A iniciativa, além de trazer os dados, promove encontros, campanhas e exposições que têm como objetivo as ações conjuntas em prol de um planeta mais limpo e consciente. O projeto, porém, não promove apenas atitudes práticas - como a de coleta de lixo -, mas luta, ainda, pela disseminação da crítica social, feita também por meio da arte.

Em textos (que, em geral, ficam nas legendas das postagens) e em fotografias impactantes, que vão desde cliques de situações reais - com animais mortos por conta do lixo - até imagens ficcionais/produzidas, o Instagram do projeto apresenta fotos com atrizes, atores e modelos que representam vidas mitológicas, como as das sereias, também sendo afetadas pelas ações humanas.

A artista Isabella Santoni é uma das colaboradoras. Veja postagem que a atriz fez no próprio Instagram em incentivo ao projeto:

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