Salvador Unida: CORREIO e Igreja Católica lançam campanha para apoiar trabalhadores informais

salvador
28.03.2020, 07:01:00
Atualizado: 28.03.2020, 11:30:53
Com as praias fechadas no último fim de semana, ambulantes não encontraram clientes (Foto: Marina Silva/CORREIO)

Salvador Unida: CORREIO e Igreja Católica lançam campanha para apoiar trabalhadores informais

Valores arrecadados em doações serão transferidos para trabalhadores que não têm conseguido trabalhar durante a pandemia

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

Em um momento como esse, não dava para não fazer nada. Não dava para ignorar a realidade de uma cidade como Salvador, em que 401 mil pessoas - ou seja, 28,2% da população ocupada, de acordo com os números mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - trabalham por conta própria, o que inclui os trabalhadores informais. 

Enquanto a cidade foi adotando as necessárias medidas de isolamento social para contar o avanço do coronavírus, mães e pais que chefiam famílias viram sua principal fonte de renda - o trabalho informal - desaparecer, com a queda do movimento das ruas. 

Assim, inspirado por iniciativas como a campanha Dissemine Amor em Seu Bairro, criada no Horto Florestal e já presente, hoje, em outros cantos da cidade, como o Rio Vermelho e o Itaigara, o CORREIO decidiu estender essa ideia por toda a cidade. Ao lado da Arquidiocese de Salvador, o jornal lança, neste fim de semana, a campanha Salvador Unida. 

A ideia é ajudar trabalhadores informais em situação de vulnerabilidade. A proposta da campanha é arrecadar doações e distribuir R$ 250 para cada beneficiário. Inicialmente, terão prioridade aqueles que têm 60 anos ou mais e que atuavam nas praias de Salvador. 

A partir deste sábado (28), as doações podem ser feitas através de depósitos nas contas bancárias da Paróquia de Nossa Senhora da Vitória e na da Paróquia de Santana. As doações devem ser feitas em cotas de R$ 50. Cada voluntário pode assumir quantas cotas couberem em seu orçamento. Depois, os valores serão repassados diretamente para as contas dos beneficiários.

O administrador apostólico da Arquidiocese de Salvador, dom Murilo Krieger, destacou que o projeto é uma expressão do sentimento de solidariedade da sociedade soteropolitana. Para ele, em momentos de necessidade como o atual, é possível enxergar a formação de dois grupos. O primeiro é aqueles que tentam tirar vantagem da situação, obtendo lucro. 

“O segundo grupo é formado por aqueles que buscam respostas criativas para ajudar os necessitados, pois sentem como suas a dor e as carências dos demais. Deixo o primeiro grupo de lado e concentro-me no segundo que, felizmente, é mais numeroso”, analisa dom Murilo.

Engajada na campanha como cidadã atenta às necessidades dos trabalhadores informais, a presidente de honra do Parque Social, Rosário Magalhães, destaca que a situação exige uma atenção de todos. 

“Em um momento como esse temos que unir esforços e sermos solidários com os menos favorecidos. Ao longo desses anos tenho tido a oportunidade de compreender a realidade desses trabalhadores que são quase 42% da populaçaõ ativa de Salvador. Sei da dificuldade que eles enfrentam no dia a dia. Temos feito um trabalho relevante com o Parque Social para esse segmento. Mas, diante dessa pandemia é urgente que busquemos ajudá-los. Muitos trabalhadores informais que atuavam nas praias precisam de ajuda para garantir um sustento mínimo imediato", destaca Rosário. 

A força da divulgação no jornal, para o padre Luís Simões, pároco da Igreja de Nossa Senhora da Vitória, deve trazer mais atenção para a campanha. “O jornal é uma alavanca com 40 anos de história e credibilidade. É evidente que temos a intenção de despertar a solidariedade nos amigos e nas pessoas que podem trabalhar juntas”, diz o padre Luís. “As necessidades se alastram como um vírus. Todo mundo está desesperado para se manter”, completa. 

O padre Abel Pinheiro, pároco de Nossa Santana e da Catedral Basílica, faz uma relação com os últimos trechos do Evangelho de Mateus, na Bíblia. “Eu estava com fome e me deste de comer”, diz o capítulo 25, citado por ele. 

“Essa campanha em prol dos mais necessitados é uma maneira de externarmos nossa caridade, nossa generosidade, nossa ação cristã em prol dos pequeninos. Nós somos os braços, as mãos de Jesus, o coração de Jesus para amar e fazer uma coisa concreta”, pontua Padre Abel. 

Saiba onde doar

Banco do Brasil
Paróquia de Nossa Senhora da Vitória
Assinam: Luís Moreira Simões de Oliveira e Emília Maria Sales Navarro de Brito 
Agência 3459-2
Cc 29147-1
CNPJ 13.940.325/0001-04

Banco Bradesco
Paróquia de Santana 
Assinam: José Abel Carvalho Pinheiro e Roberto Fernandes Dias
Conta: 54.185-0
Agência: 3266-2
Titular: Paróquia de Santana

SALVADOR UNIDA 
O Correio está reunindo exemplos de ações sociais, conteúdos de diversão para a criançada, programações musicais online, cursos, e tudo o que possa ajudar a trazer mais leveza para esse período de isolamento social. Confira: https://bit.ly/salvadorunida

O Salvador Unida é uma iniciativa do Jornal CORREIO em parceria com o Sebrae, apoio institucional da Prefeitura de Salvador e apoio do Fecomércio, Sotero Ambiental, Acomac, Salvador Bahia Airport, Fieb, Hapvida, Ademi, Viltalmed, Intermarítima, Claro, Hapvida e Hospital da Bahia.

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas