Seja em Paris ou Nova York, as baianas fazem bonito em qualquer lugar

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27.11.2021, 07:50:00
Cortejo de baianas em New York com Margareth Menzes (Divulgação)

Seja em Paris ou Nova York, as baianas fazem bonito em qualquer lugar

Nas festas fora do Brasil a figura da baiana é presença marcante

Imortalizadas nas canções de Dorival Caymmi, como O Que é que a baiana tem?, ou na do mineiro Ary Barroso, no Tabuleiro da baiana, as nossas baianas, principalmente aquelas conhecidas como a Baiana do Acarajé, que vende os deliciosos quitutes da culinária africana, são o símbolo de um povo alegre que encanta cidadãos de qualquer parte do mundo. Elas estão em todos os cantos da cidade, no Centro Histórico, no aeroporto ou nas festas populares. Tanto assim que existe o Dia Nacional da Baiana do Acarajé, comemorado no dia 25 de novembro, instituído através da Lei nº 12.206, de 19 de janeiro de 2010. Afinal qual o baiano que nunca comeu um acarajé?

Independente de vender ou não o acarajé, a imagem da baiana com seus trajes típicos é tão forte que, nas grandes lavagens realizadas no exterior em países como França, Estados Unidos, Suíça, e até na reprodução da festa de Yemanjá em Nice, sul da França, a presença das baianas é fundamental.

Desde que a pequena notável Carmem Miranda, portuguesa de nascimento, conquistou a América encarnando a baiana faceira com seus balangandãs e trejeitos, ninguém resiste ao seu charme. Durante muitos anos, Carmem reinou absoluta em Hollywwod encarnando a baiana estilizada e fazendo muito sucesso nos filmes em que participava. A partir de então, a figura típica da baiana conquistou o mundo

A Condessa Luana de Noilles vestida de baiana na Lavage de La Madeleine ao lado de Pai Pote (Foto: Divulgação)

Responsável pela realização da Lavagem de New York, Silvana Magda que vive há mais de 37 anos nos EUA, não abre mão de ter sempre a figura da baiana em suas festas. Em conversa com o Baú do Marrom, diretamente da “cidade que nunca dorme”, ela foi taxativa: “A baiana para mim é o maior símbolo de resistência que o Brasil tem”. E mais prossegue:

“Desde o início da minha carreira como artista, produtora e empresária, sempre estabeleci a importância da imagem da baiana e sempre combati o reconhecimento dela ser só como baiana do acarajé. A minha luta infelizmente sozinha era tentar transformar a imagem da baiana a boneca típica do Brasil. Se hoje as pessoas falam de empoderamento feminino o maior símbolo é a baiana", defende.

O santo-amarense Robertinho Chaves que realiza há 20 anos a Lavage de la Madeleine, que foi incorporada ao calendário de festas de Paris, é outro que não abre mão da participação das baianas em sua festa, que a exemplo da Lavagem de New York, teve as participações de Carlinhos Brown, Margareth Menezes entre outros.

“As baianas que além de estarem presentes por todo o território brasileiro, também conquistaram seu espaço em cada canto do mundo. A Lavage de la Madeleine, por exemplo, não existiria sem as baianas. Elas abrem o nosso cortejo com seu brilho predominando no branco cor do pai oxalá sob o comando da Condessa Luana de Noiles, responsável pela ala das baianas, desde que eu trouxe essa tradição para Paris. Ela, que é a nossa principal baiana e apreciadora do candomblé, nos faz acreditar que estamos vivenciando um momento forte da Bahia aqui na cidade luz, em cada edição do evento. As baianas com seus trajes deslumbrantes pelas ruas de Paris, levando os franceses ao delírio de felicidade, despertando o interesse pela nossa cultura", diz.

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