Shirlene Coelho leva ouro no atletismo e Brasil já soma cinco na Paralimpíada

Olimpíada
11.09.2016, 04:19:00

Shirlene Coelho leva ouro no atletismo e Brasil já soma cinco na Paralimpíada

Ela nasceu prematuramente e tem hemiplegia, o que afeta o movimento de sua musculatura do lado esquerdo

O Brasil conquistou a quinta medalha de ouro na Paralimpíada do Rio-2016, na noite deste sábado (10), com Shirlene Coelho, de 35 anos. Ela ficou com o primeiro lugar na prova do lançamento de dardo, na categoria F37, e alcançou o bicampeonato paralímpico. A brasileira também conseguiu o ouro na mesma prova em Londres-2012 e a prata em Pequim-2008, quando fez a sua estreia em Jogos Paralímpicos.

Neste sábado, no estádio Olímpico, o Engenhão, a atleta brasileira alcançou a marca de 37,57 metros. Mas não superou o recorde mundial de 37,86 metros, que também é seu, realizado em Londres-2012. No Rio-2016, Shirlene Coelho foi a primeira mulher a conduzir a bandeira brasileira em cerimônias de abertura de Jogos Paralímpicos.

Ela nasceu prematuramente e tem hemiplegia, o que afeta o movimento de sua musculatura do lado esquerdo. Os pais da atleta não conseguiram detectar o problema até ela completar cinco anos de idade e já era tarde demais para o tratamento.

Além de Shirlene Coelho, Claudiney Batista dos Santos, de 37 anos, ganhou medalha de ouro e quebrou recorde paralímpico, no lançamento de disco, neste sábado. Ele competiu na classe F56, para cadeirantes e lesões similares. Batista alcançou a marca de 45,33 metros.

O recorde anterior era 44,63 metros. Sem o membro inferior de uma das pernas, ele já havia ganhado a medalha de prata em lançamento de dardo, na Paralimpíada de Londres, em 2012. Na mesma edição, ele havia ficado em quarto lugar no lançamento de disco. A ambição de Batista era ganhar uma medalha na Paralimpíada do Rio.

O atleta entrou para o atletismo paralímpico em 2007, dois anos após sofrer um acidente de moto, que resultou na amputação da perna esquerda a partir do joelho. Enquanto ele se recuperava no hospital, chegou a receber visitas de alguns atletas paralímpicos, que o convidaram para entrar no esporte.

O mineiro, porém, resistiu ao convite por dois anos. Antes do acidente, ele exercia funções como instrutor em uma academia de musculação, segurança e barman. Porém, sempre se disse um amante do esporte e praticava musculação, futebol, capoeira e jiu-jitsu. “Conheci o esporte paralímpico, que me fez ter alegria novamente e superar o extremo de minhas limitações. Hoje, tenho o esporte como uma aliado, que me aproxima de novas amizades, melhora ainda mais minha saúde, me traz alegria, motivação para viver e além disso também é minha profissão”, disse o atleta.

Bronze
O brasileiro Rodrigo Parreira da Silva, de 22 anos, ganhou a medalha de bronze na prova dos 100 metros (categoria T36). Ele cruzou a linha de chegada com o tempo de 12s54. O atleta tem paralisia cerebral. Rodrigo Parreira da Silva ficou atrás de Mohamad Puzi, da Malásia, que fez 12s07 e ganhou o ouro, e do chinês Yang Yifei, que cravou 12s20 e ficou com a prata.

Recorde mundial
O velocista Petrucio Ferreira dos Santos, de 19 anos, quebrou o recorde mundial na prova dos 100 metros, na classe T47, neste sábado, no Engenhão. O atleta atingiu a marca de 10s67 e passou para a final da prova, que será disputada neste domingo, por volta das 10h50.

Petrucio, que mora em João Pessoa, nunca tinha alcançado esse tempo, nem durante os treinos. Foi a sua primeira participação em Paralimpíada. “Minha meta era atingir uma boa marca, mas quando ouvi a torcida, minhas pernas dispararam e eu fui levado por elas”, disse o atleta, que não tem uma parte do braço esquerdo, a partir do cotovelo.

Ele sofreu um acidente aos dois anos, quando tentou imitar o seu pai que capinava em uma fazenda. Ele começou na corrida paralímpica há cerca de dois anos, quando um professor identificou o seu potencial ao assisti-lo em uma competição de futebol, seu segundo esporte favorito. Seus ídolos são o velocista Usain Bolt e o atacante Neymar, do Barcelona e da seleção brasileira.


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