Simulação de guerra no Brasil tem mais de 100 aeronaves de 14 países

brasil
18.11.2018, 10:50:00

Simulação de guerra no Brasil tem mais de 100 aeronaves de 14 países

Organizado pela FAB, exercício militar em Natal visa treinar e trocar experiências

Parte da equipe da Aeronáutica que participa da Cruzex 2018 em Natal (Foto: FAB/Divulgação)

A cidade de Natal sedia a partir deste domingo (18) a 8ª edição do Exercício Cruzeiro do Sul (Crusex), que reunirá na base aérea da capital do Rio Grande do Norte militares de 14 países. Dos participantes, Brasil, Canadá, Chile, França, Peru, Uruguai e Estados Unidos participarão do exercício, que vai até o dia 30, com homens e aeronaves. São mais de 100 aeronaves envolvidas na operação, organizada pela Força Aérea Brasileira (FAB).

Enquanto Bolívia, Índia, Suécia, Reino Unido e Venezuela participam como observadores, Portugal será representado por uma força especial. Além disso, alemães e franceses vão dar palestras sobre emprego do poder aéreo em missões da Organização das Nações Unidas (ONU).

Apesar de ter sua primeira edição em 2002, desde 2013 o exercício militar não era realizado. Na última edição, também em Natal, participaram oito países. Na primeira edição, realizada em Canoas (RS), apenas quatro países participaram: Brasil, Argentina, França e Chile – este último como observador.

Aeronave de transporte Boeing C-17 Globemaster III, da Força Aérea Americana, em Natal (Foto: FAB/Divulgação)

A Cruzex tem como objetivo treinar os militares para situações de guerra, também com troca de conhecimentos e experiências. Neste ano, duas guerras serão simuladas: uma convencional (entre dois países) e outra não-convencional, que envolve contra-forças insurgentes ou paramilitares.

Diretor do Cruzex 2018, o brigadeiro Luiz Guilherme Silveira de Medeiros explicou a simulação. “O exercício é importante por três motivos. Primeiro, pelo intercâmbio de experiências. Em 2002, na primeira edição da Cruzex, recebemos três países com meios aéreos e um país mandou observador militar. Hoje, temos sete países que irão trazer aeronaves, fora os observadores. Ou seja, a evolução é muito clara. Não é à toa que o número de interessados foi aumentando. Essa troca de experiências é essencial para que a Força atinja um nível de treinamento adequado”, disse o comandante.

“A Cruzex (também) é importante pela interoperabilidade que proporciona: nesta edição, Exército e Marinha também estarão participando, inclusive nas ações de guerra não convencional, que é uma das principais novidades da edição deste ano. Nesse tipo de cenário, o conflito não acontece entre dois Estados constituídos, mas contra forças insurgentes”, listou Medeiros. 

Ainda segundo ele, o exercício é importante “pela possibilidade de treinar os nossos meios logísticos-operacionais”. “Isso é essencial porque, na eventualidade de um conflito ou na eventualidade de o país ser deslocado, por exemplo, para atender a uma operação de paz, nós temos que ter essas expertises para executar”, concluiu.

Aeronaves 
Os EUA participam este ano com cerca de 130 militares, um reabastecedor KC-135 e seis caças F-16. Quem também trará aeronaves do mesmo tipo é o Chile, com cinco caças e um reabastecedor, além de 90 militares representando o país.

Do Peru virão quatro caças A-37 e quatro caças Mirage 2000, e 100 militares. A França participa com um cargueiro C-235; o Canadá com dois CC-130J; e o Uruguai com quatro caças do tipo A-37. 

A anfitriã FAB terá 70 aeronaves de variados tipos e também caças AF-1 da Marinha do Brasil.

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