Skank revisita início da carreira em show neste sábado (27)

entretenimento
26.04.2019, 08:12:00
Atualizado: 26.04.2019, 08:23:29
Henrique Portugal, Lelo Zaneti, Samuel Rosa e Haroldo Ferretti (foto: Diego Ruahn)

Skank revisita início da carreira em show neste sábado (27)

Turnê Os Três Primeiros é baseada em canções dos anos 1990

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É hora de fazer uma viagem no tempo e ir direto aos anos 1990: amanhã, o Skank, uma das bandas mais longevas do pop rock nacional, com 26 anos de carreira, apresenta, na Concha Acústica, o show Os Três Primeiros, com repertório baseado nos discos Skank (1993), Calango (1994) e O Samba Poconé (1996).

No setlist estarão clássicos que saíram desses primeiros trabalhos da banda. E não são poucos, afinal estamos falando de um período em que o pop rock nacional ainda era muito presente nas rádios e em que a indústria fonográfica atingia seu auge no país.

Para se ter uma ideia, a banda mineira somou mais de três milhões de discos vendidos somente nesses quatro primeiros anos de carreira. A estreia em estúdio foi realizada sem muitos recursos, mas, ainda assim, o grupo formado por Samuel Rosa (guitarra e voz), Henrique Portugal (guitarra), Haroldo Ferretti (bateria) e Lelo Zaneti (baixo) chegou à importante marca de 250 mil discos vendidos, tendo emplacado hits como Tanto (I Want You), O Homem Q Sabia Demais e In(dig)Nação.

Celebração 
Para Samuel, essa turnê é diferente das outras recentes da banda, afinal tem mesmo um clima de celebração daquele início de carreira. “Este show tem um enfoque diferente, porque é baseado em discos que tinham uma influência muito grande da música jamaicana, principalmente do dance hall, uma vertente eletrônica do reggae”, diz o vocalista.

A aproximação com a Jamaica foi confirmada no segundo disco, de 1993, repleto de hits radiofônicos. Poucos discos do pop rock nacional tiveram tantas músicas executadas como aconteceu com Calango. Das onze canções, nada menos que oito foram tocadas à exaustão na rádio. Jackie Tequila, O Beijo e a Reza, Esmola e Pacato Cidadão tornaram-se, seguramente, clássicos do pop brasileiro. Resultado: 1,2 milhão de cópias vendidas. 

“O show é uma grande homenagem para os nossos fãs, que começaram a ouvir nossas músicas no início da carreira, mas também serve para revisitarmos nosso passado, porque uma das formas de olhar pro futuro é pesquisar e revisar o passado”, diz Samuel. 

Mas o ápice da popularidade da banda veio mesmo em 1996, com o ótimo álbum O Samba Poconé, puxado pelo  sucesso Garota Nacional, que, como o Skank mostrou em 2017 - num show também na Concha -, continua com impressionante vigor ao vivo, como este repórter pôde testemunhar, na turnê que celebrava os 20 anos daquele disco. Naquele mesmo disco estão outros sucessos, como É Uma Partida de Futebol, Tão Seu e Eu Disse a Ela. 

Mas o show tem espaço também para outras canções que não se tornaram tão conhecidas: “O enfoque eram as músicas conhecidas, mas incluímos canções importantes que não tiveram tanta visibilidade na época de lançamento dos álbuns”, diz Samuel.

Serviço

Concha Acústica (Campo Grande). Sábado (27), 19h. Ingresso: R$ 120 | R$ 60 (pista); R$ 240 | R$ 120 (camarote)

OS DISCOS

Skank (1993)  Um dos maiores sucessos do primeiro álbum foi Tanto, versão de I Want You, de Bob Dylan

Calango (1994)  Com 1,2 milhão de cópias vendidas, dominou as rádios do país, com Te Ver e Esmola

O Samba Poconé (1996)  Marca o auge da popularidade da banda, com Garota Nacional e É uma Partida de Futebol

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