Suspensão da licitação do Centro de Convenções vem de empresa de família de deputado

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22.08.2018, 05:00:00
Atualizado: 22.08.2018, 08:35:29

Suspensão da licitação do Centro de Convenções vem de empresa de família de deputado

por Luan Santos

Causou estranheza no meio político baiano o fato de a suspensão do processo licitatório para a construção do Centro de Convenções de Salvador ter por trás uma empresa que pertence à família do deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT), aliado do governo do estado. A ação que resultou na liminar, concedida na semana passada, foi movida pelo consórcio formado pelas empresas MPD Engenharia LTDA, Engeform Construções e Comércio LTDA e MRM Construtora LTDA. Esta última tem como sócia Andrea Mendonça e como administrador Félix de Almeida Mendonça, irmã e pai do parlamentar, respectivamente. Líder do consórcio, a MPD é a responsável pela construção do Hospital Metropolitano, em Lauro de Freitas. 

O consórcio já havia recorrido na comissão de licitação. Um dos argumentos foi que a Axxo, que integra o consórcio vencedor com a Andrade Mendonça, teria índice de endividamento maior que o permitido. O recurso foi indeferido, pois a legislação prevê que seja considerada a taxa de endividamento do consórcio, que foi de 0,42, abaixo do limite de 0,50.

Trade insatisfeito
Num cenário negativo para o turismo na Bahia, integrantes do trade lamentaram a  suspensão. O presidente da Salvador Destination, Roberto Duran, disse que mais de  12 eventos já foram captados para o Centro de Convenções e que a briga judicial era  previsível. “A paralisação só irá impactar nos eventos se perdurar mais de 5, 6  meses”. Já Sílvio Pessoa, presidente da Federação Baiana de Hospedagem e  Alimentação, diz que a liminar foi um banho de água fria. “São os congressos captados para o Centro que nos ajudam a passar a  baixa temporada. Com uma crise do tamanho dessa, perdemos espaço para outras  cidades do Nordeste”, criticou.

Corte
Alvo do Ministério Público estadual (MP), a Unidade de Pronto Atendimento (UPA)  de Candeias foi descredenciada pelo governo federal por falta de estrutura. Segundo a determinação do Ministério da Saúde, a prefeitura do município, situado na Região Metropolitana de Salvador, terá que devolver cerca de R$ 1,2 milhão aos cofres  federais, pelo fato de a unidade ter recebido recursos sem que o serviço estivesse sendo prestado. O valor deve ser corrigido pela inflação, conforme a decisão.

Derrota
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) negou o pedido de efeito suspensivo à  condenação do ex-prefeito de Juazeiro Isaac Carvalho (PCdoB) por improbidade em  segunda instância. Com isso, diminuem as chances de o comunista concorrer a deputado federal nas eleições deste ano, pois a Lei da Ficha Limpa proíbe candidaturas de condenados em segundo grau. 

Dívida maior
Após a publicação da nota ‘Dívida do Carnaval’, ontem, integrantes de bandas menores contaram que estão entre as atrações que ainda não receberam os cachês pelas apresentações realizadas na folia. Quatro deles procuraram a coluna e revelaram que cobraram a dívida à Bahiatursa. À Satélite, o órgão disse que fará o pagamento nos próximos dez dias.

"Nessas clínicas, a máquina fica ligada 24 horas e sempre com um especialista em tomografia de plantão. De madrugada, o número de exames cai. Esse tempo pode ser usado para reduzir a fila de pacientes à espera por exames do SUS", Rogéria Santos, vereadora, do PRB, ao apresentar um projeto de indicação à União para a implantação de uma parceria com hospitais e clínicas particulares para que realizem exames de imagem nos períodos de menor atividade

Pílula
Polêmica -
Um projeto que tramita na Câmara dos Deputados promete acabar com o uso de designações religiosas ou militares por candidatos nas próximas eleições. Pela proposta, postulantes a cargos públicos não poderiam, por exemplo, usar nomes como capitão ou pastor. A ideia é proibir o “personalismo exacerbado”. 
 

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