Taxista é morto a tiros no Campo Grande

salvador
20.08.2019, 19:40:00
Atualizado: 20.08.2019, 21:12:37
Populares cercam corpo de taxista no Campo Grande (Marina Hortélio)

Taxista é morto a tiros no Campo Grande

Crime aconteceu depois de briga em frente ao ponto de táxi próximo ao Teatro Castro Alves

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Um taxista identificado como Alexandro Rocha Souza, 42 anos, foi morto a tiros por volta das 17h50 da tarde desta terça-feira (20), em frente ao Teatro Castro Alves (TCA), no Campo Grande. A suspeita inicial é de que ele foi morto pelo permissionário dono do carro que ele dirigia.

Os dois tiveram uma briga. O atirador então disparou, atingido o taxista quatro vezes. Segundo testemunhas, o suspeito fugiu de carro, seguindo no sentido na Avenida Sete. O suspeito também rodava como taxista e ficava no ponto próximo ao TCA, segundo taxistas da região. Hoje, a vítima o procurou no local do crime para falar sobre a dívida e foi quando eles se desentenderam. 

"Depois que surgiu o aplicativo em Salvador ficou complicado para o auxiliar conseguir arcar com as despesas semanais para o permissionário. Eles pagam R$ 350 toda segunda ao permissionário para usar o carro. O que aconteceu foi cobrança. O permissionário cobrando o auxiliar pelo atraso. No debate, aconteceu essa tragédia", diz o taxista Valdo Cruz.

Alexandro foi baleado e morreu no local (Foto: Marina Hortérlio/CORREIO)

"O cara estava aqui e o outro chegou cobrando alguma dívida. O que morreu rodava o táxi do que matou, que se chama Washington. Ele trabalhava para o permissionário e tinha uma dívida. Aqui no local, a ex da vítima ligou, mas ela disse que não havia dívida", diz a delegada Jussara Andrade, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP),ressaltando que estas são informações ainda preliminares obtidas no local.

Depois da morte, taxistas protestaram fechando a via principal pedindo por segurança. A manifestação durou cerca de meia hora. 

Uma equipe do 18º Batalhão da Polícia Militar (BPM) esteve no local para preservar a cena até a chegada do Departamento de Polícia Técnica (DPT), que fez a perícia. Um módulo policial próximo estava com dois PMs no momento do crime. Eles escutaram os disparos e correram atrás do suspeito, mas como estavam a pé não o alcançaram. Ele fugiu em um táxi Voyage.

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