Tem dúvida se manda seu filho para a escola? Veja dicas de pediatra e psicóloga

saúde
04.05.2021, 20:40:46
Atualizado: 04.05.2021, 20:52:02
Foto: Reprodução

Tem dúvida se manda seu filho para a escola? Veja dicas de pediatra e psicóloga

Roberta Takei e Juliana Cabral de Oliveira foram entrevistadas de Jorge Gauthier no programa Saúde e Bem Estar

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A socialização é um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento de crianças e adolescentes. A suspensão das aulas presenciais e o distanciamento social prejudicaram essa ferramenta de evolução cognitiva e de aprendizado, principalmente na primeira infância. E, apesar da necessidade da volta ao espaço integrativo das escolas, as famílias sentem medo e têm dúvidas por conta do coronavírus. Para estabelecer esse diálogo entre as ansiedades dos pais e o desenvolvimento das crianças, a psicóloga infanto juvenil e professora da UniRuy, Roberta Takei, e a pediatra, Juliana Cabral de Oliveira,  foram as convidadas do programa Saúde e Bem Estar, do CORREIO, comandado pelo jornalista Jorge Gauthier, desta terça-feira (4).

De acordo com a psicóloga, a decisão de retornar às aulas presenciais deve incluir as crianças. “Elas precisam ser ouvidas. A família precisa saber se a criança está preparada para enfrentar esse novo desafio”, explica.

Já a pediatra explica que é preciso redobrar os cuidados com a saúde da criança nesse momento de volta às aulas. A pediatra observa que o distanciamento e a higiene e uso de álcool em gel são vitais. “Os pais precisam preparar as crianças antes das aulas”, esclarece. Ela lembra que o uso das máscaras para crianças com mais de 2 anos é necessária e também precisa ser ensinada aos filhos. “A gente tem que adequar cada realidade a cada conduta”, conclui sobre o preparo das crianças para o retorno às escolas.

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Sobre a maior dúvida das famílias, Roberta e Juliana dão dicas sobre como ter segurança com as crianças interagindo na escola. A psicóloga é enfática ao dizer que é preciso entender que as crianças têm suas limitações. “Não temos como cobrar algo que uma criança não possa fazer”, acrescenta. 

Além dessa vigilância redobrada, a pediatra acrescenta a necessidade de dosar o contato e a interação na escola. Juliana explica que tudo está atrelado a conversa entre os integrantes da família. “O ideal é que se tenha um cuidado redobrado com os filhos para que não aconteça nenhuma situação de tensão para as famílias ou escolas”, completa. Quando perguntada sobre novos cuidados, ela sugere que quando a criança apresentar qualquer sintoma diferente, o correto é afastá-la da escola, contactar o pediatra e isolá-la.

*com supervisão do chefe de reportagem Jorge Gauthier

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