Times votam por proibição da venda de mandos do Brasileirão

esportes
27.02.2020, 19:16:41
Atualizado: 27.02.2020, 19:38:22
Conselho técnico da Série A, promovido pela CBF, teve a presença de representantes dos 20 clubes (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Times votam por proibição da venda de mandos do Brasileirão

Apenas o Flamengo foi contra a medida

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O Campeonato Brasileiro de 2020 "começou" nesta quinta-feira (27). A CBF promoveu em sua sede, no Rio de Janeiro, o conselho técnico da Série A com a participação de representantes dos 20 clubes para a definição da tabela de outras questões técnicas. Uma das mais importantes delas é a mudança para a proibição da venda de mandos de campo, prática recorrente no futebol brasileiro. Só o Flamengo foi contra.

"Claro que eu fui contra a proibição. Eu sou a favor de que os clubes tenham livre arbítrio e façam o que quiserem com o mando de campo deles", disse Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, ao final da reunião. "Afinal de contas, cada clube é independente para poder fazer o que quiser. Não foi a proposta vencedora, mas acho que cada clube deve ter o direito de mandar o jogo em qualquer local".

Os times só poderão fazer seus jogos em arenas dentro de seus próprios Estados. Jogos no estádio Mané Garrincha, em Brasília, ou na Arena Amazônia, em Manaus, por exemplo, só acontecerão em situações extraordinárias e por motivo de força maior.

José Carlos Peres, presidente do Santos, disse que "houve uma discussão muito forte" sobre o assunto, mas que a maioria entendeu que a venda de mando de campos causava desequilíbrio no Brasileirão. Essa, aliás, foi a justificativa de Rogério Caboclo, presidente da CBF, que propôs inicialmente o veto.

Outra questão polêmica tratado na reunião foi sobre a proposta de limite de troca de técnicos em uma edição do Brasileirão. Os clubes rejeitaram a discussão por entenderem que se trataria de ingerência da CBF na administração interna.

Em 2020, ainda a pouco mais de dois meses para o início do torneio, cinco treinadores da Série A já foram demitidos: Cristóvão Borges, do Atlético Goianiense; Rafael Dudamel, do Atlético-MG; Argel Fucks, do Ceará; Alberto Valentim, no Botafogo; e Guto Ferreira, do Sport.

O mecanismo de controle das finanças dos clubes, antecipado pelo Estadão na semana passada, faz parte de um conjunto de normas que a CBF incluiu em suas regras de licenciamento.

Segundo o presidente da entidade, Rogério Caboclo, a intenção é que as medidas sejam adotadas aos poucos pelos clubes, primeiro em caráter educativo. Eventuais punições por descumprimento ficarão apenas para o próximo ano. Na CBF, havia o temor de que, se fosse colocado em votação para fazer parte do regulamento do Brasileirão deste ano, acabaria vetado.

O limite de inscrições caiu de 45 jogadores, com cinco trocas, para 40, com troca de oito atletas até o dia 11 de setembro. A data limite para a inscrição dos 40 atletas vai até 14 de agosto "Os clubes têm de ter soberania para decidir", disse José Carlos Peres. "Nós entendemos que o clube tem que enfrentar cada situação. Cada um sabe onde aperta o sapato, cada um tem o seu problema e é assim que tem que ser entendido".

VAR
O árbitro de vídeo será mantido em todos os jogos do Brasileirão, mas com algumas mudanças. Uma câmera extra será colocada na linha de impedimento. Já a ideia do presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba, de centralizar as imagens em uma sede única no Rio de Janeiro, ainda vai demorar.

Sem conseguir instalar a rede de fibra ótica em todas as arenas do País, a CBF fará a mudança aos poucos. A intenção é fazer centrais em algumas regiões e não apenas no Rio de Janeiro. Isso, assim como fair play financeiro, ficará para 2021.

No regulamento também consta a aprovação do uso de grama sintética pelos clubes. Depois do Athletico-PR, o Palmeiras vai estrear o gramado artificial nesta edição do Brasileirão.

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