Totalmente online: fintechs e bancos digitais dão nova cara ao mercado financeiro

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02.07.2019, 06:00:00
Atualizado: 02.07.2019, 17:25:00
(Ilustração Morgana Miranda)

Totalmente online: fintechs e bancos digitais dão nova cara ao mercado financeiro

Sem filas, problemas com o gerente isenção de taxas atraem principalmente o público jovem

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Não aguenta mais pagar anuidade no cartão de crédito? Quer se livrar da taxa de manutenção de sua conta corrente? E que tal se livrar daquelas filas enormes na hora de pagar aquele boleto, realizando suas operações pelo celular?

As fintechs prometem solucionar todos esses problemas. Primeiro, vale esclarecer que o termo “fintech” vem da junção entre as palavras “financial” (financeiro) e “technology” (tecnologia). São empresas que podem ser consideradas novas, principalmente se comparadas aos bancos tradicionais: o Banco do Brasil por exemplo, tem mais de 200 anos, enquanto a Nubank, mais popular fintech do Brasil, com mais de 2,5 milhões de usuários, foi criada há apenas seis anos.

É natural, portanto, que uma parte das pessoas, principalmente as mais velhas, resista a aderir às fintechs. “Sempre foi atribuído valor aos ativos (dos bancos tradicionais). Ou seja, a qualidade dos funcionários, estrutura das agências... e quando não se enxerga isso, desagrega valor para os mais velhos. A nova geração não se preocupa com algo palpável”, avalia o educador financeiro Ângelo Costa, 43 anos.

O estudante Juan Pablo Mendonça, de 19 anos, aderiu a um banco digital há pouco mais de um mês e não faz ideia do que seja uma fila. “Além de serem muito mais práticos, eles são livres de diversas taxas. Foram motivos que me fizeram escolher esse modelo”, afirma o estudante. O público mais jovem - especialmente os estudantes, que têm uma vida financeira cheia de restrições -, por outro lado, foi fisgado pelas fintechs, principalmente pela economia que elas prometem. Empresas como Nubank, Banco Original e Banco Inter não cobram anuidade do cartão de crédito. Nos bancos físicos, uma anuidade pode passar dos R$ 100.

Se depender das fintechs, que querem reduzir a burocracia ao máximo, o cliente não perde tempo nem na hora de abrir a conta e faz tudo de casa, apenas com o uso de seu smartphone.

Nos bancos digitais, você faz seu cadastro pela internet. Basta baixar o aplicativo da empresa de sua preferência e seguir as instruções. Normalmente, é necessário enviar, pelo próprio app, cópia do RG e  do comprovante residencial e, em seguida preencher o cadastro. Depois, é só acompanhar o desenvolvimento do cadastro e aguardar a resposta.

O jornalista Victor Fonseca, 24, achou o procedimento tão fácil, que até estranhou.  “Precisei mandar uma foto do meu RG e não sabia aonde aquelas fotos poderiam parar, mas por conhecer pessoas que já tinham aquele cartão, me senti despreocupado em continuar o processo”. Mas já faz dois anos que ele usa o serviço e não se arrepende.

Segurança

Mas ao criar uma conta online, é preciso ter alguns cuidados. Segundo o engenheiro de segurança cibernética Leonardo Cardoso, 48, todo cuidado é pouco quando se trata das informações pessoais. “Por força da Lei Geral da Proteção de Dados, os dados fornecidos têm que ser criptografados. Mas não deixa de ser uma coisa cultural, as pessoas ainda têm muito medo de fornecer suas informações”, explica Leonardo.

O especialista comenta que o sistema bancário do Brasil é avançado e, a cada ano, investe ainda mais na melhoria da segurança. Mas, ainda assim, é preciso ficar atento às ações mais simples do dia a dia, como os links de acesso para as páginas online, mensagens de texto e até um telefonema. “Os golpes geralmente são baseados em práticas de falsa amizade ou falsa representatividade. Joga uma isca e a pessoa cai nesse golpe e fornece as informações”.

Algumas dicas para se manter seguro online: Entre as desvantagens das fintechs, está o risco de perder o celular ou ter o aparelho roubado. Neste caso, além do risco de ter a conta invadida (caso o ladrão descubra a senha), há um outro incoveniente: você ficará algum tempo sem o acesso à conta, já que precisará reabilitá-la em um outro aparelho. Mas parece pouco diante do grande número de vantagens que o serviço oferece.

Antivírus: Os mais modernos fornecem funções que redirecionam o usuário para plataformas específicas para pesquisar sites de bancos. Blindam as telas de acesso contra fatores externos.
Links: É preciso identificar os links de acesso para as páginas. Sempre se certifique que a página do seu banco corresponde ao link aparente. Na dúvida, pesquise duas vezes.
Telefonema: Dica antiga, mas válida. Os bancos não solicitam confirmação de informações ou novos dados por telefone. Ainda mais se for um banco digital que não tenha funcionários.
E-mails: Assim como as ligações, nenhum banco pede atualização de contas e dados por e-mail, ou por links anexados a ele.
Celular ou computador:  Independente da plataforma, não estamos seguros. Celulares não são menos vulneráveis que computadores para os hackres. A dica é manter o sistema operacional sempre atualizado, ele corrige brechas contra essas invasões.

*com orientação do editor Roberto Midlej

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