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Amanda Cristina de Souza
Publicado em 20 de julho de 2026 às 15:36
Um pacote de R$ 13,3 bilhões em crédito emergencial foi liberado pelo governo federal para socorrer o agronegócio e reforçar programas sociais. Editada por Medida Provisória nº 1.377/2026, a verba garante aplicação imediata para atender produtores rurais por até 120 dias, atingidos pela seca prolongada, perdas na safra e barreiras no exterior. O recurso chega para aliviar o setor produtivo na Bahia e acelerar investimentos em tecnologia no campo. Neste momento, a proposta passa por análise na Câmara dos Deputados antes de ir ao Senado. >
Desenrola Rural 2026
A iniciativa atinge em cheio o setor produtivo do Nordeste. Dentro do pacote, o Ministério da Agricultura e Pecuária reservou R$ 270 milhões para subsidiar fornecedores independentes de cana-de-açúcar da região.>
O auxílio financeiro será direcionado a pequenos e médios produtores sem vínculo societário com usinas ou destilarias. A expectativa é beneficiar até 17 mil agricultores em estados como Bahia, Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Sergipe, minimizando os estragos causados pela estiagem e pelas novas taxas tarifárias aplicadas pelos Estados Unidos à compra do açúcar brasileiro.>
Além da ajuda emergencial aos canavieiros, a medida provisória injeta recursos novos no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O reforço orçamentário permitirá que a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) expanda as linhas de financiamento de longo prazo destinadas à modernização da produção agropecuária.>
Na prática, o aporte facilitará o acesso dos produtores rurais a linhas de crédito para a aquisição de novas máquinas, equipamentos modernos e tecnologias de precisão. O objetivo central do governo é utilizar a inovação como ferramenta para elevação da produtividade, redução dos custos operacionais e mitigação dos impactos climáticos sobre as lavouras nos próximos anos.>
O pacote bilionário ultrapassa as fronteiras do agronegócio para garantir o orçamento de programas prioritários do governo federal. Parte dos recursos extraordinários será alocada para manter a execução contínua de iniciativas como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o programa Desenrola Adimplentes, garantindo o fluxo de investimentos em meio às despesas emergenciais do ano.>
Para custear a medida de R$ 13,3 bilhões, o Poder Executivo utilizará diferentes fontes orçamentárias. Cerca de R$ 9 bilhões têm origem do saldo positivo apurado nas contas da União referentes ao exercício de 2025, enquanto quase R$ 4 bilhões decorrem do excesso de arrecadação registrado em 2026.>
A proposta prevê ainda o remanejamento temporário de R$ 270 milhões originalmente alocados no Minha Casa, Minha Vida, valor que será recomposto posteriormente sem prejuízo às obras e contratações do programa habitacional.>