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Millena Marques
Publicado em 27 de agosto de 2026 às 21:21
Quase 2 mil mulheres de diversas cidades baianas participaram, nesta quinta-feira (27), do Grande Encontro de Mulheres, realizado no comitê da campanha de ACM Neto, em Salvador. O evento marcou o lançamento do movimento As Donas da Voz, iniciativa que tem como proposta estimular a participação feminina nos debates públicos e fortalecer uma rede de articulação em diferentes regiões do estado. Com o tema “Pra mudar a Bahia”, a programação reuniu representantes de diferentes áreas de atuação, entre elas lideranças comunitárias, prefeitas, vice-prefeitas, vereadoras, gestoras públicas, empresárias e integrantes de organizações da sociedade civil. >
Participaram do evento nomes ligados à mobilização feminina e à política baiana, como Rosário Magalhães, mãe de ACM Neto; Íris Azi, presidente estadual do União Brasil Mulher Bahia; Rebeca Cardoso, primeira-dama de Salvador; Mariana Magalhães, esposa de ACM Neto; Patrícia Santana, esposa de Zé Cocá; e Eleusa Coronel, esposa de Ângelo Coronel. O evento também contou com a presença do prefeito de Salvador, Bruno Reis, além dos candidatos ACM Neto, Zé Cocá, Ângelo Coronel e João Roma.>
Ao longo da programação, mulheres compartilharam experiências e iniciativas desenvolvidas em suas comunidades, destacando projetos e ações voltados à transformação social. O encontro também foi marcado pela apresentação oficial do movimento e pela leitura do Manifesto das Mulheres Baianas. O documento foi entregue a ACM Neto por Ivone Santana, aposentada e fundadora da Associação Ivone Paula, entidade que desenvolve ações voltadas ao acolhimento e ao cuidado de mulheres idosas e mulheres negras.>
Para a presidente do União Brasil Mulher na Bahia, Íris Azi, o movimento surge como uma ferramenta de fortalecimento da participação feminina nos espaços de decisão. “O que precisamos buscar é justamente esse protagonismo. Temos avançado, mas os números ainda nos preocupam, especialmente diante da violência contra a mulher, que não é apenas física, mas também psicológica e política. É fundamental que as mulheres tomem consciência desse poder de fala, desse lugar de voz. Política é lugar de mulher, lugar de poder também é lugar de mulher, e precisamos continuar avançando cada vez mais”, afirmou.>
Rosário Magalhães afirmou o movimento representa a construção de uma rede permanente de apoio entre mulheres baianas. “As Donas da Voz nasce para mostrar que cada mulher tem algo importante a dizer. Não se trata de falar mais alto, mas de assegurar que nossas vozes sejam ouvidas e respeitadas. Quando uma mulher fortalece a outra, todas avançam juntas. Estamos dando início a um movimento que acredita na força da voz feminina. Ser dona da própria voz é poder participar, opinar, ocupar espaços e contribuir para as transformações que queremos ver na Bahia. Este é um movimento que nasce da união entre mulheres e da certeza de que, quando uma avança, abre caminho para muitas outras”, disse. >
Lançamento do movimento As Donas da Voz
Já a pedagoga Nívia Martins, 35 anos, disse que a iniciativa contribui para que as mulheres reconheçam sua capacidade de ocupar espaços de protagonismo. “Esse movimento é de suma importância porque ajuda as mulheres a se enxergarem como protagonistas. Muitas vezes, nós não nos sentimos capazes de ocupar determinados espaços de poder, e iniciativas como essa mostram que podemos ir além do que imaginamos. As Donas da Voz fortalece essa percepção e valoriza o potencial que cada mulher tem para transformar a sociedade”, afirmou.>
Moradora de Salvador, a auxiliar administrativa Carla Cristina Santos de Oliveira, 48 anos, também destacou a importância de ampliar os espaços de participação feminina. Para ela, a presença das mulheres pode contribuir diretamente para a construção de políticas públicas que atendam às diferentes realidades do estado. “Esse projeto abre espaço para que as mulheres sejam ouvidas e participem mais das decisões que impactam suas vidas. A mulher tem força, inteligência e capacidade de chegar onde muitas vezes ninguém chega. Acredito que esse movimento pode contribuir para a construção de políticas públicas mais efetivas nas áreas de educação, saúde e mobilidade, levando mais esperança e oportunidades para as mulheres da Bahia”, disse.>
O encerramento do evento contou com uma fala de ACM Neto sobre a importância da participação feminina nos processos de transformação social e na construção de propostas para o futuro da Bahia. Na ocasião, o candidato também apresentou propostas voltadas ao atendimento das demandas das mulheres baianas. Entre elas está o projeto Volta por Cima, que prevê um auxílio por até 24 meses para mulheres vítimas de violência doméstica.>
“Sabemos que grande parte dos casos de feminicídio acontece dentro de casa e que, muitas vezes, o agressor é o próprio companheiro. Infelizmente, muitas mulheres permanecem em situações de violência porque não têm condições financeiras de sair de casa, sustentar os filhos e recomeçar a vida. Com esse apoio, queremos oferecer autonomia e segurança para que elas possam romper esse ciclo, reconstruir suas vidas e proteger suas famílias”, afirmou ACM Neto.>
O candidato também defendeu a ampliação da rede de delegacias especializadas no atendimento à mulher no interior do estado. “Também vamos firmar um pacto pela vida das mulheres baianas, fortalecendo a rede de proteção e ampliando o número de delegacias especializadas de atendimento à mulher no interior do estado. Nossa prioridade é que essas unidades funcionem 24 horas por dia, porque a violência não tem hora para acontecer”, pontuou.>
Como participar do movimento>
Além do lançamento formal, a proposta do As Donas da Voz prevê uma atuação permanente das participantes. Durante o encontro, as mulheres foram convidadas a integrar diferentes frentes de atuação relacionadas à mobilização comunitária, comunicação digital, formação de multiplicadoras e defesa da democracia, fortalecendo uma rede de engajamento em todo o estado.>
Para integrar o movimento As Donas da Voz, as interessadas devem se cadastrar por meio do site oficial. Após a inscrição, elas passam a fazer parte de um grupo de WhatsApp, onde recebem orientações e informações sobre as ações do movimento.>
As participantes podem escolher diferentes formas de atuação, como embaixadoras da comunidade, da mobilização digital, multiplicadoras da rede ou fiscais da democracia. Dessa forma, contribuem para ampliar o engajamento feminino e fortalecer a participação das mulheres em diferentes regiões da Bahia. >