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Perla Ribeiro
Publicado em 1 de agosto de 2026 às 09:24
Menos de duas semanas após a morte do comerciante Leonardo Gil Lima, o Léo Lanches, durante uma ação policial em São Cristóvão, em Salvador, familiares da vítima se reuniram, na noite de sexta-feira (1º), com o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, para cobrar respostas sobre o caso. >
Também participaram do encontro o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Antônio Carlos Silva Magalhães, representantes da Polícia Civil, da Corregedoria da PM e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), além de advogados e amigos da família.>
Léo Lanches morreu após ser atingido por bala perdida
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), durante a reunião foram apresentados detalhes sobre o andamento das investigações conduzidas pelo DHPP, as medidas administrativas adotadas pela Polícia Militar e as ações de assistência social que serão oferecidas aos familiares.>
O governo informou ainda que, na próxima semana, será elaborado, em parceria com o Núcleo de Apoio às Vítimas de Crimes Violentos do Ministério Público da Bahia, um plano de acolhimento para os parentes diretos de Leonardo. Também foi criado um canal direto de comunicação entre a família e os órgãos estaduais para acompanhar o andamento das investigações.>
Comerciante morreu dias após realizar um sonho>
Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo Lanches, morreu menos de uma semana depois de inaugurar a própria lanchonete em São Cristóvão, sonho que havia comemorado nas redes sociais. Na noite de 23 de julho, ele foi baleado durante uma ação da Polícia Militar na localidade de Lessa Ribeiro.>
A PM afirma que equipes da 49ª Companhia Independente (CIPM) foram recebidas a tiros por suspeitos e reagiram. Após a troca de tiros, segundo a corporação, Leonardo foi encontrado ferido e socorrido ao Hospital Menandro de Farias, mas não resistiu. Moradores contestam essa versão. Eles afirmam que não houve confronto e que os policiais chegaram atirando. Também dizem que o comerciante não tinha qualquer ligação com a criminalidade.>
A morte de Leonardo provocou forte comoção no bairro. Na mesma noite, moradores incendiaram um ônibus e bloquearam vias em protesto. No dia seguinte, o transporte coletivo chegou a ser suspenso em São Cristóvão. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte, enquanto a Corregedoria da Polícia Militar abriu uma investigação para analisar a atuação dos agentes envolvidos.>