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Da Redação
Publicado em 1 de janeiro de 2016 às 15:48
- Atualizado há 3 anos
O primeiro dia do ano foi de fé para centenas de pessoas que assistiram as missas celebradas na igreja do Senhor do Bonfim em homenagem a primeira sexta-feira do ano. Foram dez celebrações ao longo do dia. É uma tradição do soteropolitano visitar o templo do Bonfim na primeira e na última sexta-feira do ano. Os horários são os seguintes: 6h, 7h, 8h, 9h, 11h, 12h, 14h, 15h, 17h e 18h30 - as duas últimas, missas campais celebradas pelo padre Edson Menezes, reitor do santuário.>
Dentro da igreja, fiéis se ajoelharam no altar para fazer pedidos e agradecimentos. Outros seguiram a tradição da Porta da Misericórdia – se ajoelhando e fazendo orações conforme as orientações na igreja. Do lado de fora, turistas e baianos aproveitaram para amarrar as famosas fitas coloridas no gradil da igreja. “Dizem que se a gente pedir com fé o desejo se realiza, então pedi de todo o coração. Essa é a segunda vez que venho a Bahia e a religiosidade do baiano é marcante em cada canto da cidade”, contou a turista carioca, Fernanda Godoy.>
Para alguns fiéis não apenas o pedido, mas principalmente a forma como se pede é que faz toda a diferença. A enfermeira Milena Cardoso, 32, entrou na igreja de joelhos e continuou a caminhada até o altar. Outras dezenas de fiéis fizeram o mesmo. “Estou agradecendo uma graça e fazendo um novo pedido. Tenho muita fé”, contou a mulher.RotinaA baiana de acarajé Júlia Barreto, 60, saiu de Cajazeiras para assistir à missa e fazer as preces. Ela garante que todos os anos participa de algumas das missas celebradas na primeira sexta-feira, na Basílica do Senhor do Bonfim. No restante do ano, a baiana disse que visita a igreja todos os meses. “Tive cinco filhos e fui a mãe e o pai deles desde que eram pequenos. Pedia ao meu pai, o Senhor do Bonfim, para me ajudar a cria-los bem. Hoje, todos têm profissão e estão empregados. Passamos por muitos apertos, mas nunca perdi a fé”, contou, emocionada.Outras pessoas aproveitaram a visita à igreja para observar as fotografias e as esculturas de gesso de fiéis que fizeram pedidos ou alcançaram a graça desejada. “É muito bonito. Toda a tradição é muito bonita. A igreja nos insere num ambiente de fé e profunda devoção”, contou o arquiteto paulista Luís Fernandes.>