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Grupo é alvo de operação por suspeita de movimentar R$ 32 milhões com duplicatas falsas

Investigação identificou mais de mil documentos fraudulentos

  • Foto do(a) author(a) Esther Morais
  • Esther Morais

Publicado em 15 de setembro de 2026 às 06:26

Polícia Civil
Polícia Civil Crédito: Divulgação

Um grupo suspeito de criar e negociar duplicatas falsas é alvo da Operação Sem Lastro, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (15), em Salvador. Segundo as investigações, os suspeitos teriam colocado em circulação mais de mil documentos fraudulentos, que simulavam dívidas de empresas que não haviam realizado as operações comerciais descritas nos títulos.

Os documentos eram negociados com fundos de investimento, que acreditavam estar adquirindo duplicatas referentes a dívidas reais. O valor dos títulos colocados em circulação ultrapassa R$ 32 milhões, enquanto o prejuízo financeiro já confirmado pela investigação é superior a R$ 15 milhões.

— Investigadores, escrivães e peritos técnicos têm vencimento básico entre R$ 1.851,96 e R$ 2.524,75, com gratificações que podem chegar a R$ 3.853,24, totalizando até R$ 6.377,99 em março de 2026. por PC-BA

De acordo com a Polícia Civil, mais de 200 empresas aparecem nos documentos como responsáveis pelos pagamentos, embora não tivessem realizado as vendas ou prestado os serviços indicados nas duplicatas.

Como funcionava o esquema

Para manter o esquema em funcionamento e dar aparência de normalidade às negociações, os investigados utilizavam recursos próprios para pagar algumas das duplicatas. Com isso, os títulos podiam ser renovados e novos valores eram obtidos junto aos fundos de investimento.

A estratégia permitia que documentos falsos continuassem circulando no mercado e dificultava a identificação imediata da fraude.

A Operação Sem Lastro cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em Salvador. A Justiça também determinou medidas de indisponibilidade de bens móveis e imóveis, avaliados em até R$ 15 milhões.

As medidas patrimoniais têm como objetivo impedir que os bens sejam transferidos ou ocultados e preservar recursos para um possível ressarcimento das vítimas.

A operação é realizada pelo Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), da Polícia Civil da Bahia.