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Perla Ribeiro
Publicado em 5 de agosto de 2026 às 11:04
Falar sobre a morte ainda é um tabu para muitos brasileiros, mas, para a médica geriatra Ana Claudia Quintana Arantes, compreender a finitude pode ser justamente o caminho para viver melhor. Conhecida nacionalmente pelo livro A Morte é um Dia que Vale a Pena Viver, a especialista estará em Salvador nesta quinta-feira (6), das 19h às 21h30, no CECBA, para uma palestra que convida o público a refletir sobre propósito, cuidado e qualidade de vida. >
O encontro integra a programação do Alma Talks, iniciativa que reúne especialistas de diferentes áreas para discutir temas ligados ao comportamento humano, filosofia, educação e desenvolvimento pessoal. Os ingressos já estão disponíveis. Com base em sua experiência na medicina e nos cuidados paliativos, Ana Claudia propõe uma reflexão sobre como a forma de encarar a morte influencia as escolhas, os relacionamentos e o modo como cada pessoa vive o presente.>
Eutanásia, morte assistida e cuidados paliativos
Ao longo da palestra, a médica aborda temas como presença, afeto, propósito e cuidado humanizado, defendendo que compreender a finitude amplia a consciência sobre a própria vida e fortalece os vínculos construídos ao longo do tempo. Reconhecida como uma das principais referências brasileiras em cuidados paliativos, Ana Claudia é médica geriatra formada pela Universidade de São Paulo (USP), com residência em Geriatria e Gerontologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.>
Ela também é autora dos livros "A Morte é um Dia que Vale a Pena Viver", "Histórias Lindas de Morrer", "Pra Toda a Vida Valer a Pena Viver" e "Mundo Dentro", obras que abordam temas relacionados à finitude, às relações humanas e à valorização da vida. Além da produção literária, a médica dirige a Casa do Cuidar, instituição voltada à formação de profissionais em cuidados paliativos, e atua na Casa Humana, onde coordena atendimentos domiciliares a pacientes com doenças crônicas.>
Segundo a organização, o objetivo do encontro é ampliar o debate sobre qualidade de vida, dignidade e acolhimento, mostrando que falar sobre a morte não significa desistir da vida, mas aprender a valorizá-la de forma mais consciente.>