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Da Redação
Publicado em 2 de fevereiro de 2023 às 19:02
- Atualizado há 3 anos
Há exatos 100 anos da origem do Dia de Iemanjá, os pescadores ofereceram presentes para a mãe das águas porque a pescaria estava fraca. Hoje, a situação dos navegantes está bem diferente. Com o retorno da comemoração - suspensa nos dois últimos anos devido à pandemia da covid-19 -, pescadores da região dizem que o 2 de fevereiro não somente ajudou na pesca há um século, mas Iemanjá manteve as bênçãos. >
Pescador no Rio Vermelho, Jair, conhecido como Vovô, diz que a data é de agradecimento. ”Hoje em dia está bom [o trabalho], dá para a gente viver bem da pesca. A festa também dá bons resultados para levar o pessoal no cortejo marítimo [quando os presentes são entregues ao mar]”, afirma. Pescadores e devotos acompanham presentes de Iemanjá Foto: Paula Froes / CORREIO Os marinheiros contam que a tradição começou quando o mar estava sem peixe e os pescadores, sem sustento. Ao orar por prosperidade, para Iemanjá, e jogar a rede, um milagre aconteceu. Os homens conseguiram pegar peixes para alimentar todos da colônia e ainda vender. Desde então, a festa se sucedeu e não faltou peixe no mar. >
Além de festejar, os pescadores usam o dia para levar devotos até alto-mar, para acompanhar a entrega das oferendas à Rainha do Mar. “Tem vez que a gente nem cobra, mas se quiser dar um agrado, a gente aceita. A gente cobra R$ 20 reais, mas às vezes não cobra nada. Somos pescadores, não vamos exigir ninguém a pagar”, garante Jair. *Com orientação da subchefe de reportagem Monique Lôbo>