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Perla Ribeiro
Publicado em 15 de julho de 2026 às 16:57
A pressão arterial medida no consultório nem sempre reflete o que acontece no dia a dia. Um estudo realizado com mais de 1,2 mil brasileiros identificou diferenças importantes entre os resultados obtidos durante consultas médicas e aqueles registrados na própria casa dos pacientes, reforçando a importância da monitorização residencial da pressão arterial (MRPA) no diagnóstico e acompanhamento da hipertensão. >
A pesquisa, conduzida pela Libbs, avaliou 1.229 pessoas sem diagnóstico prévio de hipertensão e que não utilizavam medicamentos para controlar a pressão. Todos os participantes tiveram a pressão aferida no consultório e, em seguida, repetiram as medições em casa durante quatro dias. >
A hipertensão arterial é silenciosa, mas seus efeitos não
Os resultados chamaram a atenção. Enquanto as aferições realizadas no consultório classificaram 63,9% dos participantes como hipertensos, a monitorização residencial apontou hipertensão em 43,9% dos casos. Segundo o cardiologista Jairo Lins Borges, médico consultor da Libbs e um dos autores do estudo, a diferença acontece porque o ambiente clínico pode influenciar temporariamente os níveis da pressão arterial. >
"A monitorização residencial da pressão arterial é uma ferramenta importante para complementar a avaliação médica e contribuir para um diagnóstico mais preciso", afirma. De acordo com o especialista, medir a pressão em casa também ajuda a identificar diferentes perfis da doença, como a hipertensão do avental branco — quando a pressão sobe apenas no consultório — e a hipertensão mascarada, situação em que ela parece normal durante a consulta, mas permanece elevada no cotidiano.>
Como medir a pressão corretamente em casa >
Para que a monitorização seja confiável, o cardiologista recomenda utilizar aparelhos aprovados pelo Inmetro e seguir alguns cuidados durante a medição. >
Entre as principais orientações estão:
Erros que podem alterar o resultado >
Alguns hábitos simples podem comprometer a precisão da medição da pressão arterial.
Entre eles estão:
Hipertensão afeta quase um terço dos brasileiros >
Segundo a pesquisa Vigitel Brasil 2006-2024, do Ministério da Saúde, 29,7% da população brasileira convive com hipertensão arterial. A doença é considerada um dos principais fatores de risco para complicações cardiovasculares, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). Por isso, especialistas destacam que acompanhar a pressão regularmente e seguir as orientações médicas é fundamental para um diagnóstico mais preciso e um tratamento adequado.>