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Perla Ribeiro
Publicado em 9 de setembro de 2026 às 05:30
Até 45% do risco de demência é potencialmente modificável, de acordo com especialistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo, com base na literatura médica. Embora o avanço da idade seja o principal fator associado ao desenvolvimento do quadro, parte dos fatores relacionados à doença pode ser modificada ao longo da vida. >
Entre as medidas que podem contribuir para a prevenção ou para o retardo do declínio cognitivo estão alimentação equilibrada, atividade física, sono adequado, controle de diabetes e hipertensão e estímulo constante ao aprendizado. O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que compromete a memória e outras funções cognitivas. Com a evolução, pode afetar também a capacidade de realizar atividades do cotidiano e provocar alterações comportamentais e sintomas neuropsiquiátricos, como apatia, agitação, depressão, ansiedade, irritabilidade, delírios e alucinações.>
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Hábitos podem acumular efeitos ao longo da vida>
Segundo o neurocirurgião do Iamspe José Oswaldo de Oliveira Júnior, controlar doenças crônicas e manter estímulos cognitivos são medidas que podem contribuir para reduzir ou retardar o declínio cognitivo. “Os hábitos adotados ao longo da vida, como má alimentação, sedentarismo e tabagismo, podem apresentar efeito cumulativo e independente sobre esse risco. Quanto maior o número de comportamentos saudáveis adotados simultaneamente, maior a possibilidade de reduzir o risco”, explica.>
Os fatores associados à demência podem ser observados em três diferentes fases da vida: início da vida, até os 17 anos; meia-idade, dos 18 aos 64 anos; e vida tardia, a partir dos 65 anos.>
Poluição do ar também está entre os fatores>
Outro fator associado ao risco na vida tardia é a exposição à poluição do ar. “A poluição do ar está relacionada a processos inflamatórios e alterações vasculares que também podem afetar o cérebro. Já a perda visual não tratada pode reduzir a estimulação sensorial e cognitiva, além de favorecer o isolamento social”, complementa o neurologista do Iamspe.>
Os especialistas ressaltam que o fato de parte dos fatores ser potencialmente modificável não significa que seja possível eliminar o risco de demência. A idade avançada continua sendo o principal fator associado ao quadro. A prevenção está relacionada, portanto, à adoção de hábitos saudáveis e ao controle de condições que podem ser modificadas ao longo das diferentes fases da vida.>