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Perla Ribeiro
Publicado em 3 de outubro de 2026 às 07:10
Terminar o treino e correr para olhar o número de calorias gastas no relógio virou rotina para muita gente. Para quem quer emagrecer, a lógica parece simples: quanto maior o gasto registrado, maior deveria ser o resultado na balança.Mas o processo é mais complexo. As calorias gastas durante o exercício representam apenas uma parte do gasto energético total do organismo. Alimentação, metabolismo, movimentação ao longo do dia e frequência dos treinos também entram nessa equação. >
“O gasto calórico do treino é apenas uma parte do processo. Para perder peso, precisamos olhar para o balanço energético como um todo, considerando quanto o organismo gasta ao longo do dia e quanto é consumido por meio da alimentação”, explica Cacá Ferreira, gerente técnico da Companhia Athletica.>
Escada queimas mais calorias que a esteira
O número do relógio não é exato>
Relógios inteligentes, esteiras e outros equipamentos podem ajudar a acompanhar o exercício, mas o número de calorias apresentado deve ser interpretado como uma estimativa, e não como uma medição precisa. O gasto energético varia conforme características individuais, como peso corporal, composição corporal, condicionamento físico e intensidade do exercício. Por isso, duas pessoas podem realizar a mesma atividade durante o mesmo período e apresentar gastos energéticos diferentes.>
O exercício que mais queima calorias é o melhor?>
Não necessariamente. Uma atividade pode registrar um gasto elevado durante o treino, mas isso não significa que seja automaticamente a melhor opção para quem deseja perder peso. A musculação, por exemplo, pode não apresentar o mesmo gasto imediato de algumas atividades aeróbicas, mas contribui para manutenção e desenvolvimento da massa muscular e pode fazer parte de uma estratégia de emagrecimento. O mais importante é considerar o conjunto da rotina e escolher atividades que possam ser realizadas com regularidade.>
O que realmente importa para emagrecer?>
O emagrecimento depende de um balanço energético negativo ao longo do tempo — ou seja, de uma relação entre a energia consumida e aquela utilizada pelo organismo. Isso envolve muito mais do que o treino. A alimentação, o metabolismo, os movimentos realizados fora da academia e a frequência das atividades físicas também influenciam o gasto energético diário. Por isso, tentar compensar uma alimentação inadequada apenas aumentando o número de calorias gastas no exercício pode não produzir o resultado esperado.>
Consistência vale mais que perseguir calorias>
Transformar cada treino em uma tentativa de atingir o maior número possível no relógio pode tirar o foco de um dos fatores mais importantes para quem busca resultados: a capacidade de manter uma rotina de exercícios. “Mais importante do que perseguir o número de calorias mostrado pelo relógio é construir uma rotina de exercícios que seja adequada para cada pessoa e que possa ser mantida com regularidade”, afirma Ferreira. No processo de emagrecimento, o número exibido no fim do treino é apenas uma parte da história. O resultado depende de como exercício, alimentação e hábitos cotidianos se combinam ao longo do tempo.>