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Hipoglicemia: como a queda de açúcar no sangue pode levar à morte

Causa oficial da morte do jovem de 22 anos ainda é investigada

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 24 de maio de 2026 às 13:39

Gabriel Ganley
Gabriel Ganley Crédito: Reprodução

A hipoglicemia grave, condição caracterizada pela queda acentuada dos níveis de glicose no sangue, pode evoluir rapidamente para situações potencialmente fatais, segundo especialistas. O quadro ocorre quando o cérebro deixa de receber a quantidade adequada de glicose, sua principal fonte de energia, comprometendo funções neurológicas essenciais.

A discussão voltou ao centro do debate após a repercussão da morte do influenciador fitness Gabriel Ganley, aos 22 anos, ainda sob investigação e sem causa divulgada. Adepto do fisiculturismo, ele chegou a relatar o uso de insulina em diferentes ocasiões - prática popular no meio. Mesmo sem a confirmação de que isso tenha causado a morte de Ganley, o caso reacendeu questionamentos sobre como a substância pode provocar uma queda acentuada da glicose no sangue - condição conhecida como hipoglicemia - e evoluir para um quadro tão grave a ponto de levar à morte.

Gabriel Ganley por Reprodução

De acordo com médicos, a insulina - hormônio fundamental para o controle da glicose no organismo - pode provocar hipoglicemia quando há excesso em relação à alimentação ou às necessidades do corpo. Em pessoas sem diabetes, esse desequilíbrio tende a ser ainda mais perigoso, já que não existe adaptação metabólica ao hormônio.

Especialistas explicam que o quadro de hipoglicemia costuma evoluir em etapas. Inicialmente, o organismo emite sinais de alerta como suor frio, tremores, palpitação, fraqueza e sensação intensa de fome. Essa fase é uma tentativa do corpo de corrigir a queda de açúcar no sangue e evitar complicações mais graves.

Quando a glicose continua em queda, o cérebro passa a ser diretamente afetado pela falta de energia. Nesse estágio, podem surgir confusão mental, irritabilidade, dificuldade de raciocínio e perda de coordenação. Em seguida, o quadro pode evoluir para desmaio, perda de consciência e coma.

O maior risco está justamente nessa progressão silenciosa. Em alguns casos, especialmente quando há episódios repetidos de hipoglicemia, o organismo pode perder a capacidade de emitir sinais de alerta, fazendo com que a pessoa passe rapidamente do estado inicial para o colapso neurológico.

Quando não há intervenção rápida, a falta de glicose compromete funções vitais do sistema nervoso central, podendo levar à falência de órgãos e à morte. Por isso, o atendimento imediato é considerado decisivo para reverter o quadro.

Em pacientes diabéticos, a hipoglicemia costuma ser mais comum e geralmente é controlada com medidas simples, como a ingestão de carboidratos de absorção rápida. Já em situações fora desse contexto clínico, o risco de agravamento é significativamente maior, especialmente quando há uso inadequado de insulina ou restrição alimentar severa.

O uso de substâncias hormonais sem acompanhamento pode trazer também outros riscos importantes, incluindo arritmias cardíacas, eventos cardiovasculares graves e até morte súbita, dependendo do contexto clínico e do estado de saúde da pessoa.

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