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Perla Ribeiro
Publicado em 25 de julho de 2026 às 08:00
Fazer atividade física é uma das principais recomendações para quem busca mais saúde. Mas quando o assunto é circulação sanguínea, a prática precisa ser feita da maneira correta. Dependendo da intensidade, da técnica e até da hidratação, o exercício que deveria proteger as veias pode acabar favorecendo lesões e aumentar o risco de complicações vasculares. >
Segundo a cirurgiã vascular Haila Almeida, fundadora do Instituto Alphaveins, o segredo está em equilibrar movimento e orientação profissional. "O corpo precisa de movimento, mas também de estratégia. Nem todo exercício é benéfico quando realizado de forma inadequada ou em excesso", afirma.>
Os segredos do pilates
Dados do Ministério da Saúde mostram que 47,5% dos adultos brasileiros não praticam atividade física suficiente. De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), o sedentarismo está diretamente associado ao aumento dos casos de insuficiência venosa crônica e ao surgimento precoce de varizes.>
O "coração periférico" das pernas>
Para a especialista, um dos principais aliados da circulação está na panturrilha, conhecida como o "coração periférico" do corpo. Isso porque, a cada contração muscular, as veias profundas são comprimidas, ajudando a impulsionar o sangue de volta ao coração. "As veias não conseguem realizar esse trabalho sozinhas. Fortalecer a panturrilha é uma necessidade funcional, não apenas estética", explica.>
Quais exercícios ajudam?>
Entre as atividades mais indicadas para preservar a saúde vascular estão caminhada, natação, hidroginástica, ciclismo leve e musculação realizada com orientação profissional. A água, por exemplo, exerce uma pressão natural sobre as pernas que favorece o retorno venoso e ajuda a aliviar a sensação de peso. Já a musculação pode fortalecer a musculatura responsável por impulsionar o sangue, desde que respeite os limites do praticante.>
Quando o treino vira um risco>
Segundo Haila Almeida, o problema aparece quando há exagero. Saltos repetitivos, exercícios de alto impacto e musculação com cargas excessivas podem aumentar a pressão dentro do abdômen, sobrecarregar as paredes das veias e criar condições favoráveis para alterações circulatórias.>
Outro erro frequente é negligenciar a hidratação. "Quando o organismo recebe pouca água, o sangue fica mais viscoso, a circulação se torna mais lenta e o risco de trombose aumenta, principalmente em pessoas predispostas", alerta.>
Sintomas que merecem atenção>
Alguns sinais durante ou após os exercícios indicam que é hora de interromper a atividade e procurar avaliação médica. Entre eles estão dor na panturrilha que aparece durante a corrida e melhora com o repouso, inchaço persistente em apenas uma das pernas, sensação de queimação e surgimento repentino de veias dilatadas.>
"Nesses casos, insistir no treino pode agravar o problema. O melhor exercício não é o mais intenso, mas aquele que pode ser praticado com regularidade, segurança e prazer", conclui a especialista.>