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Perla Ribeiro
Publicado em 9 de junho de 2026 às 13:50
Com o maior campeonato de futebol do mundo chegando, gritar gol vira quase um reflexo automático e muita gente troca o grito pela rouquidão no dia seguinte no meio de uma reunião, apresentação ou call. Segundo a fonoaudióloga Juliana Algodoal, especialista em comunicação corporativa e linguagem no trabalho, o impacto vai além do desconforto físico. >
“A voz é um ativo profissional. Chegar rouco a uma reunião pode transmitir cansaço, falta de energia e até comprometer a credibilidade”, alerta. A rouquidão acontece, de acordo com a especialista, porque gritar durante os jogos exige um esforço intenso das pregas vocais. “Quando a gente grita, é como se uma grande quantidade de ar passasse em alta velocidade pelas pregas vocais. Isso causa atrito, irritação e dificulta a recuperação da voz, especialmente no inverno, quando o ar é mais seco”, afirma. >
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A boa notícia é que dá para torcer sem prejudicar a voz e também para acelerar a recuperação quando o exagero acontece. Juliana esclarece que o primeiro passo é abandonar a ideia de que comemorar significa necessariamente gritar. “É possível berrar com o corpo, não com a voz: pular, gesticular, bater palmas, usar bandeiras, assobiar ou recorrer a apitos e cornetas. Esses recursos liberam a emoção sem sobrecarregar a laringe”, orienta. Durante os jogos, outro cuidado essencial é a hidratação. “É comum associar futebol a bebida alcoólica e petiscos, mas é fundamental alternar com água. A hidratação ajuda a proteger a voz e reduz o risco de rouquidão no dia seguinte”, diz.>
Confira 6 estratégias para torcer sem destruir a voz
Juliana também desmistifica soluções populares. “Pastilhas, sprays e gargarejos caseiros não resolvem o problema da voz. O cuidado precisa ser preventivo e consciente”, comenta. Ela também alerta para sinais que merecem atenção. “Dor por fora ou por dentro do pescoço, perda de voz com dificuldade de recuperação ou sensação constante de garganta irritada não devem ser ignoradas. Nesses casos, é importante procurar um médico otorrinolaringologista”, conclui. >