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Carol Neves
Publicado em 9 de agosto de 2026 às 06:46
Conhecido mundialmente pelo efeito estimulante, o guaraná é muito mais do que o ingrediente usado em bebidas e suplementos. Originário da Amazônia, o pequeno fruto de casca vermelha e sementes escuras concentra uma combinação de substâncias que vem chamando atenção da ciência, incluindo compostos associados à ação antioxidante e à saúde cognitiva. >
Uma revisão científica publicada em maio na revista Antioxidants, feita por pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Autônoma do Chile, analisou 19 frutas nativas brasileiras e destacou o potencial de espécies pouco valorizadas no cardápio nacional. Entre elas está o guaraná, que aparece por reunir compostos bioativos relacionados à proteção das células e ao funcionamento do organismo.>
Veja características e benefícios das frutas
O efeito mais conhecido do fruto vem das metilxantinas, grupo de substâncias que inclui a cafeína, responsável pela sensação de energia e maior estado de alerta. Mas o guaraná também possui uma combinação de compostos que tem sido investigada por possíveis impactos positivos na saúde cognitiva.>
Além da cafeína, o fruto amazônico contém compostos fenólicos, substâncias estudadas pelo potencial antioxidante, ou seja, pela capacidade de combater o estresse oxidativo causado pelo excesso de radicais livres no organismo.>
Segundo os pesquisadores, o interesse pelo guaraná vai além do uso tradicional como estimulante. A fruta faz parte de um grupo de espécies brasileiras que podem ampliar o conhecimento sobre alimentos ricos em compostos bioativos, embora ainda sejam necessários estudos clínicos em humanos para entender melhor como essas substâncias são absorvidas e atuam no corpo.>
O guaraná é consumido principalmente na forma de pó, extraído das sementes, usado em sucos, vitaminas e outros preparos. Uma característica marcante é o sabor amargo, que costuma ser equilibrado com ingredientes mais doces, como mel ou outras frutas.>
Além do guaraná, a revisão científica avaliou outras frutas nativas brasileiras, como açaí, cambuci, jabuticaba, pitanga, grumixama, juçara e cupuaçu. Segundo o estudo, essas espécies também apresentam compostos antioxidantes e anti-inflamatórios que despertam interesse da ciência.>