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Perla Ribeiro
Publicado em 8 de setembro de 2026 às 05:15
Quase três em cada dez adultos brasileiros têm diagnóstico de hipertensão. O índice passou de 22,6% em 2006 para 29,7% em 2024, alta de 31%, segundo dados do Ministério da Saúde. No mesmo período, o diabetes avançou ainda mais: a proporção de adultos diagnosticados passou de 5,5% para 12,9%, um aumento de 135%. >
As doenças cardiovasculares continuam entre as principais causas de morte no país. Além da pressão alta e do diabetes, colesterol elevado e excesso de peso também podem aumentar o risco de problemas no coração e nos vasos sanguíneos. O cardiologista Daniel Marotta, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, explica que muitas dessas alterações podem evoluir sem sintomas e ser descobertas apenas durante exames de rotina.>
Cuidados com coração
“Não existe um exame isolado capaz de prever um infarto. A avaliação considera o conjunto de fatores de risco, como pressão arterial, colesterol, glicemia, idade, histórico familiar e hábitos de vida”. A partir dessa avaliação, o médico pode definir a necessidade de acompanhamento ou solicitar exames complementares.>
A hipertensão arterial é silenciosa, mas seus efeitos não
Quais exames ajudam a avaliar o coração?>
Nem todas as pessoas precisam fazer uma bateria de exames. A indicação depende da idade, dos sintomas, dos fatores de risco, do histórico familiar e dos resultados encontrados na avaliação inicial.>
Entre os principais estão:>
Nem todo mundo precisa dos mesmos exames>
Além dos exames laboratoriais e cardiológicos, o médico pode realizar uma estratificação do risco cardiovascular. Essa avaliação considera fatores como idade, pressão arterial, colesterol, diabetes, tabagismo e outros elementos para estimar o risco individual. Em situações específicas, também podem ser indicados exames de imagem das artérias, como o escore de cálcio coronariano. Eles não são exames de rotina para toda a população e podem ser utilizados para refinar a avaliação do risco de doença coronariana.>
Alguns sintomas podem justificar uma investigação mais aprofundada, como dor ou pressão no peito, falta de ar, palpitações, desmaios e cansaço fora do habitual. Pessoas com hipertensão, diabetes, obesidade, colesterol elevado, tabagismo ou histórico familiar de doença cardiovascular precoce também podem precisar de uma avaliação individualizada.>
“O histórico familiar merece atenção porque pode modificar a avaliação mesmo quando os exames de rotina estão dentro dos valores esperados”, afirma Marotta. Segundo o especialista, a combinação de diferentes fatores também deve ser considerada. Obesidade, alterações da glicose, colesterol elevado e pressão alta podem se somar e aumentar o risco cardiometabólico.>
Mais importante do que realizar uma grande quantidade de exames é identificar alterações precocemente e acompanhar sua evolução. A avaliação médica é que determina quais exames são necessários, com que frequência devem ser repetidos e se há necessidade de mudanças de hábitos ou tratamento.>