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Thais Borges
Publicado em 20 de julho de 2026 às 05:00
Ter um amigo para compartilhar os diferentes momentos da vida é um privilégio. Para milhões de brasileiros, esse companheiro tem quatro patas, abana o rabo, ronrona ou aguarda ansiosamente o retorno do tutor para casa. Neste Dia do Amigo, celebrado nesta segunda-feira (20), a psicóloga e uma das fundadoras da Laika Funeral Pet, Natália Nigro de Sá, ressalta que o vínculo entre tutores e animais é construído gradualmente, por meio da convivência, dos cuidados diários e das experiências compartilhadas desde a chegada do pet ao novo lar. >
“A amizade nasce da convivência. Quando um pet chega à família, tudo é novidade, tanto para ele quanto para os tutores. É nesse momento que começam a ser construídas a confiança, a segurança e a sensação de pertencimento que acompanharão essa relação ao longo dos anos”, explica.>
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Segundo a psicóloga, cada etapa da vida do animal representa uma oportunidade de fortalecer esse vínculo. Vivenciar cada fase com atenção e consciência contribui para uma relação mais próxima e torna as memórias construídas ao longo dos anos ainda mais significativas.>
Na infância, o foco está na adaptação do pet ao novo ambiente, na criação de uma rotina segura e no fortalecimento da confiança. Já na juventude e na fase adulta, o relacionamento se aprofunda por meio da convivência e das experiências compartilhadas no cotidiano.>
“Os pets participam da nossa história de uma forma muito genuína. Eles acompanham mudanças, celebram conquistas, oferecem conforto nos momentos difíceis e fazem parte de uma rotina de afeto que muitas vezes passa despercebida justamente por ser construída nos pequenos momentos”.>
Com o avanço da idade, novas necessidades surgem e a rotina também precisa ser ajustada para garantir bem-estar ao animal. “A energia diminui, surgem novas necessidades e o tutor passa a adaptar a rotina para oferecer mais conforto e qualidade de vida ao companheiro de tantos anos”, aponta.>
Na idade avançada, o pet continua precisando de carinho, atenção e presença, ainda que o ritmo seja diferente. “É uma fase em que muitos tutores têm a oportunidade de retribuir, com cuidado e dedicação, tudo aquilo que receberam ao longo da vida ao lado daquele animal”, destaca.>
Quando chega o momento da despedida, a especialista lembra que essa história também merece ser valorizada. Para muitas famílias, os rituais de despedida ajudam no processo de elaboração do luto e representam uma forma de homenagear a trajetória construída ao lado do animal. “Uma cerimônia de despedida não é apenas um adeus, mas um momento de agradecer pela presença, pelo amor compartilhado e pela amizade construída ao longo dos anos", completa. >