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Você cuida da saúde mental? Especialistas revelam 8 hábitos que podem fazer a diferença no dia a dia

Especialistas explicam por que cuidar de si vai muito além de momentos de descanso e apontam mudanças simples na rotina que ajudam a reduzir a sobrecarga emocional

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 31 de julho de 2026 às 12:45

Veja o que muda na rotina do trabalhador com a nova lei de saúde mental
Você cuida da saúde mental? Especialistas revelam 8 hábitos que podem fazer a diferença no dia a dia Crédito: Reproduçãoo/Canvas

A rotina corrida, o excesso de tempo diante das telas e a dificuldade de equilibrar trabalho, descanso e vida pessoal têm feito cada vez mais gente buscar formas de cuidar da própria saúde mental. Mas, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o autocuidado não depende de tempo livre, viagens ou altos investimentos.

Segundo psicólogas do Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim" (CEJAM), autocuidado é o conjunto de atitudes adotadas para preservar a saúde física, mental, emocional e social por meio de escolhas conscientes e compatíveis com a realidade de cada pessoa. O tema ganha importância diante de um cenário preocupante. Estimativa divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2025 aponta que cerca de 15% da população mundial convivia com algum transtorno mental em 2021.

 O Superior Tribunal de Justiça abriu uma exceção importante que permite reter parte do salário por dívidas.  por Marcello Casal Jr/Agência Brasil

"Não existe uma fórmula única de autocuidado. O que promove bem-estar para uma pessoa pode não ser o mesmo para outra", explicam as psicólogas Caroline Rodrigues da Silva e Luana Pimentel. Segundo as especialistas, um dos erros mais comuns é acreditar que cuidar de si exige grandes mudanças na rotina. Pequenas pausas ao longo do dia, alguns minutos para descansar ou realizar uma atividade prazerosa já podem contribuir para reduzir a sobrecarga emocional.

Outro ponto importante é organizar uma rotina possível, equilibrando trabalho, lazer e descanso sem transformar o autocuidado em mais uma obrigação. "O autocuidado deve aliviar a sobrecarga, e não se tornar mais uma fonte de cobrança", destacam. As psicólogas ressaltam que o descanso não deve ser visto como preguiça, mas como uma necessidade do organismo. Sono de qualidade, momentos de lazer, atividade física e pausas durante o dia ajudam na recuperação física e mental. Quando o cansaço passa a ser intenso, frequente ou interfere na rotina, pode ser um sinal de esgotamento e merece avaliação profissional.

Menos telas, mais equilíbrio

Outro comportamento que merece atenção é o uso excessivo de celulares, redes sociais e jogos online. Segundo as especialistas, o excesso de telas pode afetar o sono, o humor, os relacionamentos e a qualidade de vida. O objetivo, porém, não é abandonar a tecnologia, mas construir uma relação mais equilibrada com ela.

Cuidar da saúde mental também envolve cultivar vínculos saudáveis, fortalecer a rede de apoio e aprender a estabelecer limites. Para as psicólogas, o autoconhecimento ajuda a identificar situações que provocam desgaste e a reconhecer quando é necessário dizer "não" ou buscar ajuda.

Mudanças persistentes no humor, ansiedade, irritabilidade, alterações no sono ou no apetite, perda de interesse por atividades antes prazerosas, isolamento social, sensação constante de exaustão e queda na produtividade estão entre os sinais que merecem atenção. Em alguns casos, sintomas físicos como palpitações, falta de ar e sudorese também podem estar associados ao sofrimento emocional.

As especialistas ressaltam que o autocuidado é importante, mas não substitui o atendimento profissional. "Quando o sofrimento emocional é intenso, persistente ou começa a comprometer a rotina, os relacionamentos e a qualidade de vida, é hora de procurar ajuda psicológica", orientam. Nos casos de ansiedade, depressão e outros transtornos mentais, o acompanhamento psicológico pode ser associado ao tratamento psiquiátrico, quando necessário.