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Carol Neves
Publicado em 7 de setembro de 2026 às 13:12
A Apple deve apresentar nesta quarta-feira (9) seu primeiro iPhone dobrável, em um lançamento que também marcará a estreia de John Ternus como CEO da companhia. Segundo o Financial Times, o novo aparelho deve custar mais de US$ 2 mil, equivalente atualmente a cerca de R$ 10,2 mil em conversão direta. O evento está previsto para as 14h, no horário de Brasília. >
O smartphone deve ter formato de livro e, quando aberto, exibir duas telas com dimensões semelhantes às de dois iPhones colocados lado a lado. A entrada da Apple nesse mercado acontece anos depois de concorrentes como Samsung e Huawei.>
De acordo com Michael Acton, a empresa trabalha no desenvolvimento do iPhone dobrável pelo menos desde 2018. Durante esse período, uma das preocupações teria sido solucionar problemas encontrados em aparelhos rivais, entre eles o vinco que pode ficar visível na região em que a tela é dobrada.>
Modelos de iPhone que ficarão sem WhatsApp
A Samsung colocou seu primeiro celular dobrável no mercado em 2019, enquanto a Huawei atua no segmento há período semelhante. Para Acton, a demora da Apple não é incomum. A companhia costuma observar a evolução de novas categorias e o desempenho dos concorrentes antes de avançar quando identifica potencial de rentabilidade.>
O lançamento também abre uma nova fase no comando da fabricante do iPhone. Ternus, engenheiro que durante anos esteve à frente do programa de hardware da Apple, assumiu o posto anteriormente ocupado por Tim Cook. Cook, por sua vez, permanece na empresa como presidente executivo do conselho.>
Apesar da presença de grandes fabricantes, os dobráveis ainda têm participação limitada nas vendas mundiais. A categoria responde por cerca de 2% do mercado global de smartphones.>
Na avaliação de Acton, a estreia do novo iPhone também representa uma tentativa da Apple de incentivar os consumidores a trocar seus aparelhos em um cenário de desaceleração do crescimento das vendas.>
O preço deve estar entre os principais pontos de atenção. Além de posicionar o dobrável acima dos US$ 2 mil, a Apple enfrenta a alta dos custos dos chips de memória. A empresa terá de decidir quanto desse aumento será absorvido pelas margens e quanto poderá ser repassado aos preços, em uma equação que envolve o risco de afastar consumidores.>